- Xavi Hernandez jogou demais. Ninguém jogou mais do que ele – disse um brasileiro, um tal de Lédio Carmona.
- Para mim, foi o Iniesta. Que monstro! Joga fácil. E aquele drible curto é desmoralizante – disse outro.
- Pedro entrou muito bem. Perdeu aquele gol, mas também joga pacas. Fico com ele – opinou mais um.
Quatro opiniões, quatro votos. É sempre assim. A Espanha confunde pelo lado positivo quem a vê jogar. É tanta qualidade que qualquer um fica indeciso. Domingo, na final contra a Holanda, pode ser dia de Piqué, Xavi Alonso, Torres ou David Villa. Ou dos reservas David Silva, Cesc Fábregas e Fernando Llorente. Qualquer um pode virar herói ou personagem. A Espanha tem o time mais lúdico dos quatro últimos anos. Por sinal, nesse período ninguém jogou mais do que a Fúria. Ninguém ganhou mais do que La Roja. E ninguém perdeu menos do que esse timaço.
É mentira dizer que a Espanha é só ataque, toque de bola e romantismo. Poucas seleções do mundo se defendem tão bem. O time volta rápido e raramente permite o contra-ataque adversário. A ótima Alemanha foi mortal contra Austrália, Inglaterra e Argentina. Hoje, em Durban, quase não teve chances. Thomas Muller, suspenso, fez falta demais. Busquets parou Ozil. Klose e Podolski não recebiam bolas. E Schweinsteiger tinha que se preocupar com a defesa, ao invés de sair jogando, como nos jogos anteriores. A Espanha parou a Alemanha.
A Espanha é favorita contra a Holanda. Deve vencer a final inédita e ser o campeão inédito da vez. Algo saudável e caprichoso para o futebol mundial, que tem dado ótimos sinais nas últimas Copas. Em 2002, Brasil x Alemanha fizeram a final. Em 2006, França x Itália. E, em 2010, Espanha x Holanda. Nenhum país se repetiu. Cenário de equilíbrio, igualdade e de renovação. Uma sensação tão boa quanto a desse aprovadíssimo Mundial Sul-Africano.
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