sexta-feira, 2 de julho de 2010

Brasil luta até o fim, mas lamenta o adeus ao hexa

Holanda se aproveita de desequilíbrio emocional canarinho, vence por 2 a 1 de virada e vai à semi



Assim como em 1986 e 2006, o Brasil voltou a ver o fim do sonho dourado do título mundial nas quartas de final da Copa. Apesar de uma grande atuação no primeiro tempo, premiada pelo gol de Robinho aos 10 minutos, a seleção canarinho perdeu a cabeça

Publicidade na etapa regulamentar. O ponto-chave para a reviravolta holandesa foi a péssima atuação do volante Felipe Melo, autor do gol contra que selou o empate dos europeus e expulso depois da virada por 2 a 1, anotada pelo meia Sneijder.



Os erros excessivos e a inexplicável falta de controle emocional colocaram fim à estratégia redonda traçada sempre por Dunga: fechar a defesa e apostar nos contra-ataques. Diante da Holanda, o método foi mortal para os pentacampeões e a forte zaga foi incapaz de evitar dois gols surgidos em levantamentos na área, aos moldes do que ocorreu na decisão do Mundial de 1998 diante da França, quando Zidane desmoronou os brasileiros.



A falha de Julio Cesar ao deixar sua meta no primeiro gol e as atuações apagadas da dupla Juan e Lúcio regeram a perdição mental do Brasil na segunda etapa. Enquanto apenas Robinho mantinha o nível esperado - embora tenha caído muito nos 45 minutos finais - , Kaká não ocupou o papel de maestro e, consequentemente, os atacantes Luís Fabiano e Nilmar, que ocupou sua vaga na reta final, não encontraram chances para reverter o cenário.



Como não se via há muito tempo, a apatia ficou evidente nos comandados de Dunga, que levou a seleção brasileira a conquistar tudo o que disputou ao longo de sua gestão: Copa América, Copa das Confederações e primeiro lugar nas Eliminatórias Sul-Americanas. Com a técnica escondida embaixo do tapete, apenas a atmosfera de luta permaneceu presente, muito pouco diante da experiência do meio-campo holandês, formado por Robben e Sneijder, maiores responsáveis por levar seus clubes - Bayern de Munique e Inter de Milão - à decisão da Liga dos Campeões da Europa.



O sonho do hexa fica adiado para a Copa do Mundo do Brasil, em 2014. Os holandeses seguem firmes rumo à semifinal, onde encaram o vencedor do embate entre Uruguai e Gana.

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