A partir de agora, o Atlético-GO volta a se concentrar na semifinal da Copa do Brasil, competição pela qual enfrenta o Vitória, nesta quarta-feira, em Salvador, e precisa vencer por dois gols de diferença. Semana passada, perdeu por 1 a 0. No próximo domingo, recebe o Santos, em Goiânia, pela terceira rodada do Brasileirão. No mesmo dia, o Fluminense enfrenta o Corinthians no Pacaembu.
Desde o início ficou claro que o Fluminense estava disposto a ir com tudo para vencer. Mas o que era disposição transformou-se em afobação. À beira do campo, Muricy Ramalho não demorou a se indispor com seus jogadores, principalmente com os zagueiros, que abusavam da displicência e proporcionavam oportunidades ao Atlético-GO. E a torcida tricolor também não mostrou paciência e começou a vaiar a equipe antes da metade do primeiro tempo.
Mas o Fluminense conseguia chegar ao ataque aproveitando os espaços deixados pela defesa adversária. Conca mandou a bola no travessão aos seis minutos, e André Lima, de frente para o gol e dentro da área, chutou em cima do zagueiro Jairo após grande jogada do argentino e cruzamento de Marquinho, aos 29. Pouco antes, o time da casa balançou a rede com Leandro Euzébio, mas o árbitro Carlos Eugênio Simon anulou o lance, marcando falta de Rodriguinho no goleiro Edson. Um dos destaques do vice-campeão Santo André no Campeonato Paulista, o atacante, em sua noite de estreia, incomodou muito a zaga do Atlético-GO, que deixou o técnico Geninho irritado.
(Foto: Marino Azevedo/Photocâmera)
O panorama não mudou após o intervalo. O Fluminense retornou a campo com maior domínio, apesar de cometer incríveis erros de passe, e voltou a levar perigo com o argentino Conca. Em menos de um minuto, o meia teve duas grandes oportunidades. Primeiro, acertou novamente o travessão numa cobrança de falta. Depois, arriscou de dentro da área, obrigando o goleiro Edson a fazer uma defesa com os pés.
Com a desvantagem, o Atlético passou a atuar mais ofensivamente, deixando muitos espaços para o Fluminense, que teve a tarefa facilitada com a expulsão do zagueiro Welton Felipe, aos 30 minutos. Mas a falta de coordenação entre os setores continuava a irritar Muricy Ramalho, que se agitava e gesticulava no banco de reservas.
Até o fim, o Fluminense seguiu pressionando o Atlético, mas continuou falhando em passes decisivos e deixando sua defesa exposta. A equipe goiana levou perigo nos contra-ataques, mas não teve a competência suficiente para alcançar o empate.
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