segunda-feira, 31 de maio de 2010

Final 1970 (Melhores momentos)

O HD entra de férias do Brasileirão e embarca no MUNDIAL 2010

De hoje até a final do mundial realizado na África do Sul, só uma noticia muito relevante terá sua publicação aqui. Pois cobrir um Mundial demanda muito tempo e dedicação. Ainda nos falta colocar um fichário das Seleções favoritas, bem como seus destaques. Portanto faremos o possível para lhe mantermos informados. Boa Copa e muita sorte para todos nós.

A Taça da Copa

Zakumi
 - Mascote da Copa do Mundo - África do Sul 2010
A Taça Fifa é feita de ouro maciço de 18 quilates. O troféu iniciou uma tour pelo mundo no dia 21 de setembro do ano passado, partindo da sede da Fifa, em Zurique, na Suíça, em direção à cidade do Cairo, no Egito. Depois da final da Copa do Mundo da África do Sul, no dia 11 de julho, em Johanesburgo, ela será entregue ao campeão. O país vencedor ficará com a taça pelos próximos quatro anos. Depois desse período, os campeões receberão uma réplica da Fifa.
O troféu deve chegar na África do Sul no dia 4 de maio, depois de passar por 86 países em 225 dias, percorrendo 134.107 quilômetros. A distância é equivalente a três voltas no mundo. Todos os países do continente africano estão na rota da taça. Ela passou pelo Brasil em fevereiro deste ano. No Rio de Janeiro, foi exposta num pavilhão com capacidade para 10 mil pessoas, com cinco ambientes que contavam a histórias das Copas. Em São Paulo, o símbolo da conquista da Copa do Mundo foi exibido no Memorial da América Latina.
O atual troféu foi feito em substituição ao Jules Rimet, em 1974. O antigo troféu foi batizado em homenagem ao antigo presidente da Fifa. A taça, que foi entregue aos campeões mundiais de 1930 a 1970, ficou definitivamente com o Brasil depois da conquista do tricampeonato mundial na Copa de 1970, no México, mas foi roubado em 1983. A Taça Fifa só poderá ser trocada quando o espaço onde está escrito o nome dos países campeões for totalmente preenchido. Mesmo assim, ficará de posse da entidade que regula o futebol no mundo.

Saiba mais sobre o País dos nossos hermanos

Desentendimento com Kaká?

F.Melo reclama de notícia sobre confusão com Kaká
Divulgação
Felipe Melo não gostou da repercussão do seu pequeno desentendimento com Kaká no treino da seleção brasileira na última sexta-feira. Em entrevista coletiva nesta segunda, ele negou qualquer problema com o companheiro e reclamou da reação da imprensa no caso.No treino de sexta-feira, Kaká sofreu uma falta mais dura e não aceitou a ajuda de Felipe Melo para levantar do chão, o que criou um certo desconforto no momento. Depois da publicação da notícia, a CBF já tinha negado haver qualquer problema entre eles.
"Isso é ridículo. Não houve confusão nenhuma. Pegaram pesado", disse Felipe Melo, que revelou ter dado risadas com Kaká ao comentar a notícia sobre o caso. Mas ele não gostou da repercussão. "Isso passa uma imagem ruim, não sou mau caráter."
A maior queixa de Felipe Melo é que o caso ganhou grande repercussão na Itália, onde ele joga atualmente - defende a Juventus. Depois, o volante reforçou que nunca seria desleal com um companheiro no treino. "Jamais faria alguma coisa no Kaká", avisou.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Com ajuda do Juiz, mas e daí?

Tchau, crise! Foi o recado dado pelo Vasco na noite desta quinta-feira, pela quarta rodada do Brasileirão. Com muitas dificuldades, ajuda da arbitragem e golaços de Elton e Nilton, o time de Celso Roth conseguiu, enfim, a primeira vitória no Nacional. Contra o Inter praticamente completo (só D'Alessandro não jogou), os cariocas superaram a má fase e conseguiram um resultado expressivo, que pode dar força para a sequência do campeonato. Em São Januário, depois de sofrer dois gols no primeiro tempo, a equipe conseguiu uma virada espetacular e venceu por 3 a 2. Dia de fazer as pazes com a torcida, que exagerou nos protestos pelos resultados ruins na última terça-feira. Agora, são quatro pontos na tabela e o 16º lugar.

No Inter, o pacto feito às vésperas da partida não foi cumprido. O Colorado é semifinalista da Libertadores, mas patina no Brasileiro. Tem apenas três pontos, em 18º. Posição incômoda para um grupo que é apontado como um dos favoritos ao título.

Gaúchos e cariocas voltam a jogar no próximo domingo. O Inter recebe o Atlético-PR, no Beira-Rio, às 16h. Às 18h30m, o Vasco visita o Botafogo, no Engenhão.

Primeira coletiva na África do Sul

Sete horas depois de pisar em solo sul-africano, o técnico Dunga concedeu a sua primeira entrevista coletiva no país da Copa do Mundo. No hotel onde o Brasil está hospedado, o treinador falou das impressões que teve ao chegar à África do Sul e da alegria pela proximidade com o Mundial. No seu discurso, o técnico brincou com a promessa de Maradona em ficar pelado caso seja campeão, sorriu quando questionado sobre sexo na concentração (a Argentina liberou), disse que o time não precisa de psicólogo e prometeu que Kaká estará em campo na estreia.
- O Kaká vai estar pronto para a estreia (dia 15 de junho, contra a Coreia do Norte) - garantiu.
Dunga, treinador do BRasil, durante a coletivaDunga sorri na sua primeira entrevista coletiva ao chegar à África do Sul para a Copa do Mundo  (AFP)
Nos últimos dias da seleção no Brasil, Kaká vinha fazendo um trabalho diferente. Desde o começo do ano que o meia do Real Madrid (ESP) convive com dores que prejudicam o seu rendimento. Com uma lesão na coxa esquerda, ele não atuou nas duas últimas rodadas do Campeonato Espanhol.
- O Kaká vai continuar trabalhando como faz desde que se apresentou. Nem sempre o jogador que está na fisioterapia está cuidando de lesão. Tanto o Kaká como o Luis Fabiano já passaram a trabalhar com o Rosan (Luiz Alberto Rosan, fisioterapeuta) e estão no reforço muscular. Como ele ficou um bom tempo sem treinar, é normal que não esteja na mesma condição que os demais. Vamos dosando.
Com uma fisionomia cansada, por conta das quase nove horas de voo, Dunga manteve o velho estilo durão, mas também demonstrou bom humor. Principalmente quando foi questionado sobre os argentinos. Se Maradona prometeu ficar pelado caso seja campeão, o brasileiro só prometeu trabalho. Com relação ao sexo, liberado na concentração dos hermanos, os nossos jogadores só terão esse direito nos dias de folga.
- Nem todo mundo gosta de sexo, de tomar vinho ou sorvete...  Nós temos de respeitar as individualidades quando não estamos concentrados na seleção. E não tenho promessa. Promessa é trabalhar e deixar as coisas correrem naturalmente.
kaká, do BRasil, desembarca em Joanesburgo, África do sulKaká durante o desembarque da seleção brasileira
A 15 dias do início da Copa do Mundo, Dunga externou o espírito da sua equipe. Os jogadores chegaram a Joanesburgo excitados, postando frases no Twitter, e irradiando alegria.
- Neste momento notamos a motivação e a alegria de estarmos aqui. Quando chegar mais perto da estreia vai ter aquela ansiedade de jogar, o que é normal. Mas, por enquanto, é a alegria.
Com o time na mão, o treinador sabe que não precisa de psicólogo para motivar o elenco. Como quase sempre diz nas suas declarações, ele falou conseguiu resgatar o orgulho do jogador em vestir a camisa amarela do Brasil.
- O nosso primeiro objetivo já foi alcançando, que foi conseguir resgatar o desejo de vestir a camisa da seleção. Quando chegamos tinha muito pedido de dispensa. Hoje todos querem estar aqui. Tem lobby de jogador, de empresário, de assessor... Agora temos consciência de que o próximo objetivo é o que vale, que é ganhar a Copa. A parte psicológica vai ser no automático. Você acha que um psicólogo em 30 minutos vai colocar alguma coisa na cabeça de alguém que sofreu a vida inteira? Temos de reforçar a confiança neles.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

No sofrimento, mas continua líder

 Dos males, o menor. Se os 100% de aproveitamento foram para o espaço nesta quarta-feira, o Corinthians evitou a primeira derrota no Campeonato Brasileiro. Com uma atuação instável e depois de estar duas vezes atrás no placar, o Timão arrancou um empate por 2 a 2 com o Grêmio Prudente, no estádio Eduardo José Farah, em Presidente Prudente, e manteve a primeira colocação. Wanderley e Diego fizeram para os donos da casa. William e Bruno César deixaram tudo igual.
Apesar do primeiro tropeço no torneio, o Corinthians continua na ponta da classificação, agora com dez pontos. A igualdade, aliás, evita que a equipe corra o risco de perder o primeiro lugar no complemento da rodada na quinta-feira. Isso aconteceria se o Ceará, com sete pontos, vencesse o lanterna Goiás, às 21h, no estádio Serra Dourada, em Goiânia.
Já o Grêmio Prudente não consegue reagir após ser derrotado pelo Flamengo no último final de semana, no Rio de Janeiro. O clube da região oeste do estado de São Paulo aparece na 15° posição, com apenas quatro pontos.
O Grêmio Prudente volta a jogar no sábado, contra o Palmeiras, às 18h30m, na Arena Barueri. Já o Corinthians faz o clássico frente ao Santos, domingo, às 16h, no Pacaembu.
Timão erra muito e fica em desvantagem
 Apesar das três vitórias, Mano Menezes optou por mudar o Corinthians com as entradas de Defederico e Paulinho nas vagas de Jorge Henrique e Jucilei, respectivamente. Depois tanto cobrar uma chance, o argentino decepcionou. Encarregado de armar o time pelo lado esquerdo, o baixinho apareceu pouco, errou inúmeros passes e foi uma presa fácil para a marcação rival. Elias, outro encarregado de criar, voltou a jogar mal na função.
Sem força ofensiva para prender a bola, o Corinthians não suportou por muito tempo a velocidade do Grêmio Prudente. Desde o primeiro minuto, a equipe da casa encontrou facilidades para entrar na área alvinegra, apostando também no jogo aéreo. E foi assim que o gol saiu. Wesley, aos 18, fez o cruzamento da esquerda, a zaga dormiu e Wanderleyu pegou de primeira, sem chances para Felipe.
 Logo em seguida, dois lances que levaram os técnicos à loucura. No primeiro, aos 21, Wesley tabelou com Flavinho, invadiu a área e foi derrubado por Ralf. Paulo César de Oliveira nada marcou para desespero de Toninho Cecílio. Aos 24, foi a vez do Corinthians. Dentinho ajeitou para Paulinho ser tocado por Dênis. Da beirada do campo, Mano Menezes esbravejou: “Foi pênalti, Paulo!”.
A mesma zaga que bobeou no gol prudentino foi responsável pela igualdade corintiana, aos 33 minutos. Defederico cobrou falta pela direita, a defesa não conseguiu cortar com precisão e Chicão pegou o rebote em impedimento. O beque mandou a bola novamente para a área, William girou no melhor estilo “camisa 9” e empatou o jogo.

Se o ataque seguia improdutivo, os defensores corintianos quase viraram o jogo, aos 37. Defederico bateu escanteio pela direita, William cabeceou na primeira trave e Márcio defendeu. No rebote, sem marcação, Ralf tentou pegar de primeira, mas errou o chute e perdeu grande oportunidade.
Aos 42, Elias, com um chutaço rasteiro de longe, quase fez. A resposta do Grêmio Prudente, porém, foi fatal. Aos 44, Diego cobrou falta de longa distância, a bola passou ao lado da barreira e Felipe só a olhou entrar em seu canto esquerdo.
Corinthians melhora no fim e empata
Na volta do intervalo, a defesa do Corinthians continuou titubeante. Logo aos dois minutos, Felipe salvou em desvio de Leonardo após levantamento de escanteio. A má atuação foi refletida no banco de reservas. Por reclamação, Mano Menezes foi expulso pouco depois, o que parece ter descontrolado ainda mais a equipe. Sem criatividade, o primeiro lance de perigo veio apenas aos 11 minutos, em cobrança de falta perigosa de Roberto Carlos, que Márcio espalmou.
O lance acordou o Timão, principalmente Dentinho. Até então apagado, o artilheiro alvinegro na temporada passou a aparecer mais pelo lado esquerdo. Aos 20 minutos, ele cruzou, a zaga cortou mal e Souza arriscou uma meia bicicleta, assustando Márcio. O empate veio aos 28. Bruno César, que acabara de entrar, bateu falta para a área, Dênis subiu de cabeça e fez contra. O árbitro deu o gol para o meia alvinegro.
A igualdade no placar fez o Corinthians ir para cima. Dois minutos depois, após cruzamento para a área, Jorge Henrique desviou e acertou o travessão. Pressionando, o Timão voltou a assustar, aos 40. Jucilei pegou rebote na entrada da área e bateu cruzado, raspando a trave direita.

Segura que eu quero ver...

Em uma partida na qual faltou bom futebol, o São Paulo teve mais iniciativa e derrotou o Palmeiras por 1 a 0,   conquistando sua primeira vitória em clássicos estaduais na temporada. Mais uma vez, Fernandão foi o destaque ao marcar o único gol no Morumbi, na noite desta quarta-feira, em duelo válido pela quarta rodada do Brasileirão. (Veja ao lado o gol marcado pelo atacante são-paulino). Rogério Ceni também foi determinante ao defender um pênalti cobrado por Ewerthon aos 42 minutos da etapa final. Com o resultado, o Tricolor foi aos sete pontos, em sexto na tabela de classificação, mesmo número do rival do Palestra Itália, que fica em sétimo no saldo de gols.
São Paulo melhor no primeiro tempo
Estádio vazio, frio, chuva fina. O clima parecia influenciar no futebol de São Paulo e Palmeiras, que proporcionaram poucos lances de emoção no primeiro tempo. O Tricolor entrou em campo com a escalação esperada, ao contrário do Palmeiras que, em vez do 3-5-2, começou no 4-4-2, com Ewerthon e Vinícius formando a dupla de ataque.
O São Paulo tomou a iniciativa e forçou muito o jogo pelo lado direito. Cicinho, ao contrário dos últimos jogos, se apresentou mais para o apoio. Marlos, pela direita, e Dagoberto, pela esquerda, se movimentavam muito para confundir a marcação palmeirense, enquanto Fernandão, centralizado, segurava a bola para permitir a aproximação do meio-campo.
Aos oito minutos, o São Paulo chegou pela primeira vez. Após rápido contra-ataque, Cicinho tocou para Dagoberto, que se livrou de Márcio Araújo e bateu rasteiro, no canto direito de Marcos, que fez firme defesa. Dez minutos depois, o goleiro palmeirense voltou a trabalhar, desta vez em cabeçada de Fernandão, após cruzamento de Junior Cesar.
cicinho, são paulo x palmeirasCicinho no ataque (Foto: Wander Roberto/Vipcomm)
O Palmeiras tinha muitas dificuldades para passar do meio-campo. Apesar de ter dois meias de ligação (Cleiton Xavier e Lincoln), o time era muito lento na saída de sua defesa e errava muitos passes, o que facilitava as coisas para a marcação tricolor. Vinícius estava mais preocupado em conter os avanços de Cicinho. O Verdão só conseguiu dar o seu primeiro chute a gol aos 27, quando Gabriel Silva exigiu boa defesa de Rogério Ceni.
Para complicar ainda mais para o Palmeiras, o time perdeu Cleiton Xavier, aos 33, com uma lesão no joelho direito. Jorge Parraga colocou o volante Souza em campo e liberou Vinícius de sua tarefa na marcação. Lincoln também subiu o seu posicionamento e, mesmo sem levar grande perigo ao gol adversário, o Verdão conseguiu ter o controle da bola nos pés. O São Paulo também perdeu um jogador por contusão: Marlos, com lesão na coxa, deu lugar a Fernandinho.
Aos 42, no último lance de emoção do fraco primeiro tempo, Vinícius, após cobrança de escanteio pela direita e desvio de Maurício Ramos na primeira trave, obrigou Rogério Ceni a fazer boa defesa.
Gol de Fernandão muda o jogo
O início da etapa complementar lembrou o começo da partida, com o São Paulo tomando a iniciativa, e o Palmeiras apenas se defendendo. Com a saída de Marlos, o Tricolor passou a jogar no 3-4-3 e se abriu ainda mais. Dagoberto caiu pela direita, Fernandinho, pela esquerda, e Hernanes, que esteve apagado no primeiro tempo, teve mais liberdade com a ausência de Cleiton Xavier.
No seu primeiro ataque, a equipe da casa abriu o marcador. Fernandinho recebeu pela esquerda, se livrou de Maurício Ramos, foi ao fundo e cruzou rasteiro para Fernandão que, de carrinho, mandou para as redes. Foi o segundo gol do camisa 15 pelo Tricolor.
fernandao, gol, são paulo x palmeirasFernandao festeja gol da vitória (Foto: Getty Images)
Com a vantagem são-paulina, a partida mudou. O São Paulo se retraiu e passou a tentar encaixar um contra-ataque, enquanto o Palmeiras, que partiu em busca da recuperação, sofria com a falta de inspiração. Aos 17, o Tricolor só não ampliou sua vantagem porque Marcos fez grande defesa em chute de Fernandinho.
Aos 22, o técnico Jorge Parraga fez sua segunda alteração, sacando Vinícius, bem no jogo, para colocar o meia Ivo. Mais na base da vontade do que da organização, o Palmeiras conseguiu encurralar o São Paulo em seu campo. Apesar de ter dois atacantes velocistas, o Tricolor não conseguia mais passar do meio, o que irritava o técnico Ricardo Gomes. Percebendo o crescimento do adversário, o técnico são-paulino mexeu, pôs Jorge Wagner na vaga do apagado Dagoberto e voltou ao 3-5-2 do começo da partida.
A partir dos 30, o jogo virou um show de horrores. Ninguém acertava mais nada. O São Paulo limitava-se a despachar a bola para o ataque. E o Palmeiras, que passou a ter o atacante Paulo Henrique na vaga de Souza, não conseguia criar uma única jogada de perigo. Na chance que teve, o Verdão perdeu um gol inacreditável. Ewerthon desceu pela esquerda, cruzou rasteiro para a área e Ivo conseguiu chutar em cima de Rogério Ceni.
E o goleiro tricolor ainda teria outra participação decisiva no finzinho da partida. Aos 42, Marcelo Aparecido de Souza marcou pênalti de Cicinho em Ivo. Na cobrança, Ewerthon bateu à meia altura no canto esquerdo, e Ceni espalmou para escanteio. Daí até o apito final, aos trancos e barrancos, o Tricolor conseguiu segurar sua vantagem..

Flu massacra com show de bola

rAcabou o jejum: dois anos, três meses e 16 dias depois dos 4 a 1 – com show de Thiago Neves – pela Taça Guanabara de 2008, o Fluminense voltou a vencer o Flamengo. Fazendo-se valer de um adversário desmantelado e, principalmente, do nítido padrão de jogo implementado por Muricy Ramalho, o Tricolor sobrou no gramado do Maracanã e fez 2 a 1 na noite desta quarta-feira, em partida válida pela quarta rodada do Brasileirão.
Recuperado das dores na coxa direita, Fred até esteve em campo, mas quem fez a diferença foi Conca. Com uma assistência para o gol de Rodriguinho e um golaço em chute de fora da área, o argentino foi o nome do jogo. Bruno, em cobrança de falta perfeita, descontou.
Na próxima rodada, o Tricolor vai até Belo Horizonte encarar o Atlético-MG, domingo, às 16h (de Brasília), no Mineirão. Já o Rubro-Negro volta a jogar no Maracanã, sábado, contra o Grêmio, às 18h30m.

Flu massacra, mas marca só um gol
Se coincidiam no fato de buscarem afirmação em momento de reformulação, Fluminense e Flamengo entraram em campo de formas distintas. O Tricolor com força máxima. Dúvida até o início da partida, Fred se recuperou de dores na coxa direita e foi para o clássico. Já o Rubro-Negro entrou remendado. Sem Adriano, uma ausência definitiva, o treinador Rogério Lourenço também não pôde contar com Kleberson, Fierro (convocados para a Copa), Willians (fratura na mão), Michael (tendinite) e Petkovic (dores na coxa).
Fred mostrou logo que estava disposto a ter uma bela atuação. Com apenas 12 segundos, arriscou um chute de longa distância. A bola passou perto da meta de Bruno, que foi a campo com a camisa número três do Fla (em amarelo e azul). Aos quatro minutos, o goleiro não pôde se limitar a apenas observar. Carlinhos cruzou da esquerda e encontrou o camisa 9 na pequena área. Fred cabeceou, e Bruno, quase dentro do gol, salvou. O atacante ainda reclamou que a bola teria entrado.
Com meio-campo repleto de volantes (Rômulo, Toró e Fernando), o Flamengo mal conseguia sair do campo de defesa, e a responsabilidade de criação caía nos pés do jovem Camacho. E a pressão tricolor deu resultado aos dez minutos. Conca avançou pelo meio e lançou Rodriguinho. Na mesma linha do último homem do Fla, o atacante invadiu e tocou na saída de Bruno.
Após sofrer o gol, o Fla tentou ensaiar uma reação. Aos 12, Toró invadiu a área e caiu após um leve toque de Conca em suas costas. O árbitro Marcelo de Lima Henrique mandou o jogo seguir. Ataques rubro-negros, no entanto, eram raridade. O Flu massacrava e dava a impressão de que poderia golear a qualquer momento. Mas desperdiçava boas oportunidades.
Acuado, o Flamengo ao menos tinha espaço para os contra-ataques. Aos 21, Camacho descolou lançamento longo para Vagner Love, que ganhou na velocidade de Gum e tocou com categoria para encobrir Rafael. O goleiro se esticou todo e impediu o gol. O Rubro-Negro equilibrou um pouco as ações e assustou em novo contragolpe aos 27, com Vinícius Pacheco. Rafael novamente foi bem e espalmou.
O Tricolor, por sua vez, tinha um verdadeiro corredor nas costas de Leonardo Moura pelo lado esquerdo de ataque. Carlinhos deitava e rolava. Aos 28, ele recebeu de Marquinho dentro da área, chutou forte e levou perigo ao gol de Bruno. Quatro minutos depois, novamente com muita liberdade, o lateral fez com cruzamento na cabeça de Rodriguinho. O atacante voou de peixinho para balançar as redes, mas o lance foi bem anulado pelo auxiliar, que marcou impedimento.
Correndo de um lado para o outro, Toró tentava diminuir os buracos na defesa do Flamengo. Correu tanto que perdeu a cabeça em uma jogada: deu dois tapas em Conca ao tentar desarmá-lo, mas sequer foi punido pelo árbitro. No campo ofensivo, quem lutava praticamente sozinho para reanimar a equipe era Vagner Love, tentando aproveitar um dos inúmeros vacilos de Gum.
Com o jogo mais parelho, o Rubro-Negro até se mantinha no campo de ataque. Só não criava. Lance de perigo somente no minuto final da primeira etapa. Camacho levantou a bola na área em cobrança de falta, Love tentou o desvio, e Fred afastou de meia bicicleta.
Sem fazer força, Tricolor administra e amplia
Completamente dominado na primeira etapa, Rogério Lourenço apostou em uma formação ofensiva na volta para o segundo tempo. Diego Maurício e Ramon entraram nas vagas de Vinícius Pacheco e Rômulo. Não deu certo. Nitidamente mais organizado em campo, o Fluminense não foi tão incisivo no ataque, mas seguiu dominando o jogo.
Trocando passes de um lado para o outro, o Fla não encontrava espaços para criar e apostava em jogadas de bola parada. Aos sete, Juan cobrou falta na cabeça de Fernando. O volante, na pequena área, se atrapalhou todo e cabeceou mal. Já o Flu deu o bote certo.
Aos 11, Mariano foi ao fundo e achou Marquinho dentro da área. O meia dominou, fez o papel de pivô e rolou com açúcar para Conca emendar de primeira. Golaço do argentino!
Na base da correria, o Rubro-Negro tentava atacar, mas tropeçava nas próprias pernas, como Diego Maurício, aos 13. Seguro de seu futebol, o Fluminense mandava na partida.
O melhor suspiro de vida do Flamengo aconteceu aos 21. Camacho deixou Ramon sozinho na frente de Rafael dentro da área. E o apoiador decepcionou. Ele olhou para o gol, para o meio da área, para o gol e errou tudo ao tentar passe para Vagner Love. Três minutos depois, o Flu quase ampliou em cabeçada de Marquinho que tirou tinta da trave.
Em sua segunda oportunidade entre os profissionais, Diego Maurício tentava de todas as maneiras levar seu time ao ataque. Sem sucesso. Se já era amplamente dominado, o Rubro-Negro viu suas possibilidades de empate terminarem 15 minutos antes do apito final. Em bola dividida com Carlinhos, Fernando levantou muito o pé e levou o cartão vermelho.
Apesar da vantagem, o Fluminense abdicou do ataque e segurou a bola tocando de um lado para o outro, esperando o fim da partida. A passividade foi castigada com belo gol do goleiro Bruno, de falta, aos 46 minutos. Nada que colocasse em risco a vitória e o fim de um tabu que incomodava.
 

"Fortalezas" da Seleção estão prontas

Na véspera da chegada da seleção brasileira à África do Sul, hotel e campo de treinamentos em Joanesburgo já estão prontos. Mas o que mais salta aos olhos nos dois locais é o forte esquema de segurança. Em nome da privacidade exigida pelo técnico Dunga, ambos foram orientados a não permitir o acesso de qualquer pessoa sem uma autorização da CBF.
O clube de golfe onde foi construído o hotel Fairway segue em funcionamento. Mas lá dentro há grande vigilância no acesso à concentração do Brasil e uma barreira para o restante do clube. A reportagem do GLOBOESPORTE.COM conseguiu entrar no Fairway de carro nesta quarta-feira, por um acesso lateral. Foi necessário passar apenas por um bloqueio. Mas, três minutos depois, os seguranças chegaram e pediram que as fotos fossem apagadas. No local há vários vigilantes da Piranha Security, empresa privada de nome sugestivo que monitora a região. Eles se comunicam por rádio dentro do hotel e têm a ajuda de policiais para garantir que ninguém entre.
O colégio Hoërskool Randburg, onde está o campo em que a seleção vai treinar, também bloqueou sua entrada. Apenas alunos e funcionários podem passar pelo portão, já que as aulas continuam. Bem diferente de fevereiro, quando o GLOBOESPORTE.COM visitou a escola normalmente. Ela havia acabado de ser indicada pelo Brasil como seu local de treinos e ainda não havia qualquer restrição à presença de jornalistas.
Cerca elétrica aumenta segurança no local
É possível ver grande parte do colégio da rua, já que as cercas são vazadas. O campo de treino, no entanto, fica escondido atrás do prédio onde estão as salas de aula. Esta proteção, aliás, foi um dos motivos que fizeram a comissão técnica optar pelo colégio como centro de treinamento. O Marks Park, um centro de treinamento maior e com mais campos, era a indicação da Fifa para a seleção que se hospedasse no Fairway. Tem ótimas condições de trabalho, tanto que está sendo usado algumas vezes pela equipe sul-africana durante sua preparação para a Copa. Sua única desvantagem em relação ao colégio Hoërskool é não oferecer a mesma privacidade.
O Brasil, aliás, será uma das seleções mais blindadas dentre as 32 que jogarão o Mundial. Outras equipes como anfitriã África do Sul e as adversárias Costa do Marfim e Coreia do Norte ficarão em hoteis que permanecerão abertos a outros hóspedes e visitantes durante a Copa.  Fonte: GLOBOESPORTE.COM

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Flamengo dá adeus a LIBERTADORES

Temos a mania de sempre repetirmos bordões no futebol, como por exemplo tentando justificar a desclassificação de um clube num campeonato de mata mata, afirmando-se que tal eliminação se deu no primeiro jogo. Pra mim, não é bem assim. Quem é eliminado, não entra no segundo jogo já eliminado. se assim fosse, pra que realizar a segunda partida. O q que aconteceu com o Flamengo no segundo jogo, também aconteceu com o Universidad. Ou seja, foram equipes de comportamentos inversos nas duas partidas. O Flamengo saiu porque ganhou de pouco. O Universidad segue porque o regulamento previa o que todos nós já conhecemos. Conclusão: Palpitar daqui pra frente fica muito dificil.

domingo, 23 de maio de 2010

No Beira Rio: Inter 0 x 2 São Paulo

 Internacional e São Paulo, que se enfrentarão nas semifinais da Libertadores após a Copa do Mundo, tiveram uma prévia  do que poderá ser o confronto. Um aperitivo saboroso para os tricolores e amargo para os colorados. Pelo Brasileiro, as duas equipes duelaram na tarde deste domingo, no Beira-Rio, e o visitante levou a melhor, vencendo por 2 a 0, com um gol curioso de Hernanes e outro de Fernandão, que já foi campeão da Libertadores e do Mundial pelo Colorado em 2006. Foi o primeiro gol do jogador pelo São Paulo (veja o vídeo com os melhores momentos).
A vitória foi a primeira do Tricolor na competição. O time tem agora quatro pontos, na 11ª posição. Já o Inter está com três pontos e vem logo atrás, em 13º. Na próxima rodada, o São Paulo encara o clássico contra o Palmeiras, na quarta-feira, no Morumbi, às 21h. O Colorado enfrenta o Vasco na quinta-feira, em São Januário, no mesmo horário.
Tricolor abre o placar em lance curioso
Pelo menos no encontro válido pelo Brasileiro, Fernandão foi bem recebido no Beira-Rio. A torcida aplaudiu o atacante e cantou a música que era dele na época colorada. Mas quando a bola rolou o jogador não teve a mesma recepção amigável dos atletas do Inter. Bastante marcado, ele tinha dificuldade para encontrar espaços.
Aliás, o jogo era bastante truncado, com as duas equipes apertando a marcação e inibindo as boas jogadas. Miranda logo foi baixa no São Paulo. Em uma disputa de bola, sentiu dores na panturrilha aos 19 minutos e precisou ser substituído por Xandão.
Com tanta marcação, as melhores chances só começaram a sair depois dos 30 minutos. E foram do anfitrião. Everton obrigou Ceni a fazer uma defesa de soco. No rebote, o goleiro tricolor salvou o time com um toque típico de jogador de vôlei, afastando o perigo. O torcedor colorado vibrou muito com as oportunidades.
O Inter acordou, mas quem marcou foi o São Paulo, de forma bastante inusitada. Em uma cobrança de falta perto da grande área, Hernanes chutou e a bola bateu na barreira. Só que ela voltou para o pé do volante, que completou despretensiosamente. Toda da defesa colorada ficou parada e viu a bola entrar no cantinho de Abbondanzieri, que já estava afastado e não conseguiu voltar para defender: 1 a 0 para o Tricolor, aos 37 minutos. O dono da casa não reagiu e foi para o vestiário com a derrota parcial.
Fernandão desencanta pelo Tricolor justamente contra o Inter
Precisando se recuperar, o Inter voltou para a segunda etapa mais ofensivo, mesmo sem mexer na escalação. Walter obrigou Ceni a trabalhar logo no primeiro minuto. Aos oito, Guiñazu poderia ter chutado direto para o gol, mas passou para Kleber, que não foi feliz na conclusão. Aos 12, foi a vez de Sandro soltar uma bomba pela direita, para mais uma defesa do camisa 1 são-paulino.
E a história do primeiro tempo se repetiu: justamente quando o Inter estava melhor no jogo, o Tricolor marcou o segundo. Aos 17, em um contra-ataque, Dagoberto tabelou com Hernanes, que cruzou da esquerda e encontrou Fernandão na pequena área. O camisa 15, de primeira, estufou a rede e comemorou timidamente, mas foi derrubado por uma enxurrada de abraços dos companheiros: 2 a 0. Admirado pelos colorados, Fernandão marcou seu primeiro gol com a camisa do São Paulo logo contra o ex-clube.
Aos 21, Giuliano caiu na área, após ser atingido no pescoço pela mão de Alex Silva. Mas o árbitro Marcelo de Lima Henrique entendeu que não houve o pênalti. A torcida reclamou muito. Enquanto isso, Fossati colocou o time com mais poder ofensivo, fazendo substituições. Alecsandro e D'Alessandro entraram, e Andrezinho já havia aparecido no time antes do gol de Fernandão.
Mas foi Kleber quem quase diminuiu para o Inter, aos 21 minutos: em um chute forte, fez Ceni espalmar sem tempo para pensar. A pressão era toda do Colorado. Aos 32, mais um show do goleiro tricolor: ele jogou para escanteio um chute preciso de D'Alessandro pela esquerda. Aos 34, Alecsandro dominou a bola com a mão na área e até acertou o gol no chute, mas o juiz já havia parado o lance. A torcida mais uma vez reclamou bastante. E depois empurrou o time da casa, que pressionava demais o São Paulo.
A entrada dos "titulares" deu um gás ao Inter, que buscou o gol insistentemente. Aos 37, D'Alessandro cobrou falta na barreira. Os jogadores se revezavam para bombardear a defesa são-paulina, que se segurava. Mesmo com todo o empenho, o gol do time gaúcho não saiu e o São Paulo deixou Porto Alegre com os três pontos na bagagem.
 

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Irresistível Peixe...

Com três golaços (Ganso, Robinho e Wesley), o Santos venceu o Grêmio por 3 a 1 em um jogo tumultuado e avançou para a final da Copa do Brasil pela primeira vez na sua história.
O time da Vila Belmiro avançou na competição por ter feito 6 a 5 no placar agregado, já que perdeu o primeiro jogo no Olímpico por 4 a 3. O Santos enfrentará o Vitória (que superou o Atlético-GO por 4 a 0) na final, que será disputada depois da Copa do Mundo.
A prova de que o duelo foi tumultuado foi a quantidade de expulsões da partida. No final do jogo, os gremistas Rafael Marques e Jonas, além do santista Edu Dracena, foram obrigados a sair de campo.

O jogo
O Santos começou pressionando o Grêmio, tentando abafar o rival. Porém, afobado, o time da casa passou a errar muitos passes contra um adversário que começou perigoso no ataque.
Para tentar conter o ímpeto do Santos e do ‘caldeirão’ da Vila Belmiro, o Grêmio também buscou com sucesso cadenciar os passes, além de explorar os contra-ataques.

PRINCIPAIS LANCES DO JOGO

PRIMEIRO TEMPO
13min - Robinho sai rápido no contra-ataque e acha Wesley, que divide com o marcador e acaba chutando para fora
22min - Ganso erra o passe e o Grêmio sai rápido em contra-ataque. Borges avança pela esquerda e chuta na rede pelo lado de fora
30min - Jogadores lutam pela bola dentro da área do Grêmio. A bola sobra para Neymar, que chuta em cima de Victor, autor de uma grande defesa
35min - Léo cruza na cabeça de Robinho que, sozinho, testa para fora e perde boa chance
SEGUNDO TEMPO
5min - Ganso dá belo passe para Robinho que enche a bomba. Victor espalma
6min - GOOOOOOOOOL DO SANTOS!!!!!!! Ganso enche a bomba de esquerda e acerta o ângulo de Victor. Um golaço!
24min - GOOOOOOOOL DO SANTOS!!!! André deu belo passe para Robinho, que viu Victor adiantado e encobriu o goleiro. Um golaço!
29min - GOOOOOOOOOL DO GRÊMIO!!! Douglas cobrou falta na cabeça de Jonas. Felipe deu rebote para Rafael Marques, que descontou
35min - Neymar achou a cabeça de Robinho, que testou para Victor espalmar outra vez
40min - GOOOOOOOOOL DO SANTOS!!!!! Wesley recebeu em profundidade, deu duas belas fintas e tocou de esquerda para o gol vazio. Outro belo gol do Santos!
47min - Chance incrível! Bola cruzada na área para Marcel que, debaixo do gol, chuta na trave.
O jogo ficou muito parelho, com as duas equipes chegando com perigo ao gol do adversário. O Grêmio perdeu uma chance clara com Borges (chutou na rede pelo lado de fora), mas o Santos respondeu com Neymar (Victor fez grande defesa).
Com Ganso pouco inspirado e bem marcado, o Santos teve muitas dificuldades contra o Grêmio. Como o time da Vila Belmiro conseguiu evitar as chances do rival gaúcho, a primeira etapa terminou sem gols.
“Nós sabíamos da maneira que eles iam jogar. Tanto eu quanto meus companheiros erramos muitos passes. Agora é acertar no segundo tempo e fazer os gols”, disse Ganso na saída do intervalo. Segundo o Datafolha, o Santos errou 54 passes durante toda a partida, contra 38 do Grêmio.
Já o atacante Jonas saiu reclamando do suposto pênalti sofrido em lance com o zagueiro Edu Dracena. O jogador teve que trocar a sua camisa, pois ela ficou toda rasgada. “Brincadeira isso. O Dracena me puxou quando eu ia fazer o gol”, declarou.
“Pedi para adiantar a marcação. Quero ver o Santos jogando no campo do adversário e com mais tranquilidade”, disse o técnico santista Dorival Júnior na volta do intervalo. “Temos que manter a postura, pois o jogo está bom para nós. Se não levarmos gols nos 15min iniciais vai ficar mais fácil para a gente”, respondeu o treinador gremista Silas.
Mas os comandados de Dorival aparentemente ouviram melhor as suas instruções do que os de Silas, porque o Santos partiu para cima do Grêmio no segundo tempo e criou uma bela chance de gol com Robinho (Victor espalmou) até achar o seu aos 6min.
Ganso, até então apagado no jogo, caminhou pela esquerda e encheu a bomba, acertando o ângulo de Victor e abrindo o placar para o Santos.
Após o gol do Santos, o Grêmio ficou irritado com as marcações do árbitro Marcelo de Lima Henrique e deu sinais de descontrole. O time da casa, por sua vez, parecia mandar no jogo.
E com outro golaço, o Santos obteve uma vantagem mais confortável na partida. André ligou rapidamente para Robinho, que viu o goleiro Victor adiantado e tocou por cobertura aos 24min.

Mas cinco minutos depois, o Grêmio reagiu: Douglas cobrou falta na cabeça de Jonas. O goleiro Felipe deu rebote e Rafael Marques (em impedimento) marcou, recolocando o time gaúcho na briga pela vaga na final.
Depois do gol do Grêmio, os dois técnicos resolveram mexer. Silas colocou Willian no lugar de Willian Magrão e foi para o ataque. Dorival trocou André por Marcel.
O Santos perdeu outra boa chance de gol em ótima intervenção de Victor. Aos 35min, Neymar cruzou na cabeça de Robinho, que testou a queima-roupa e o goleiro espalmou.
Cinco minutos depois, saiu o gol que confirmou a classificação do Santos. Wesley saiu rapidamente no contra-ataque, fintou Adílson e Victor e tocou de esquerda para o gol vazio. Marcel ainda perdeu um gol feito, mas a classificação era do time da casa, para delírio dos torcedores que chegaram até a gritar olé.










Bem que eu falei: "Deixem o tricolor quieto"

O São Paulo está nas semifinais da Copa Libertadores. Na noite desta quarta-feira, a equipe tricolor atuou com um atleta a mais desde os 2min do primeiro tempo, no Morumbi, e bateu o Cruzeiro por 2 a 0, com gols de Hernanes e Dagoberto, para sacramentar a vaga entre os quatro melhores da América.

Os comandados de Ricardo Gomes aguardam o vencedor de Estudiantes e Internacional como próximo adversário. Mas também podem pegar o Flamengo, caso os cariocas se classifiquem e os gaúchos sejam eliminados.
“Fizemos uma marcação forte e mostramos muito empenho. É assim que se ganha uma Libertadores. Temos totais condições de conquistar o título. Estamos fortes na briga. Vencemos duas vezes o Cruzeiro, um adversário que nos deu uma prova grande de nossa força na competição”, comentou o atacante Fernandão.
Assim, o clube paulista encerra um trauma que ganhou corpo nas últimas quatro edições do torneio continental. De 2006 para cá, os são-paulinos sucumbiram diante de rivais brasileiros no mata-mata internacional - Inter, Grêmio, Fluminense e Cruzeiro, na sequência, eliminaram os paulistas.

PRINCIPAIS LANCES DA PARTIDA

PRIMEIRO TEMPO
5min – Cruzeiro sai jogando errado. Marlos ganha a bola, avança pelo meio e chuta de fora da área. Fábio espalma
7min – Fernandão recebe nas costas da zaga, domina no peito e chuta na saída de Fábio. O cruzeirense evita o gol com as pernas
23min - GOOOOLLLL DO SÃO PAULO!!!! Junior Cesar faz bela jogada pela esquerda, se livra de dois marcadores e rola para trás na área. Hernanes aparece sozinho e chuta forte. Fábio ainda toca na bola, mas não evita o gol 
26min - Quase! Fernandão cabeceia para o chão, e Fábio realiza grande defesa. Na sequência do lance, Marlos arrisca de longe e a bola sai rente à trave
SEGUNDO TEMPO
8min - GOOOOLLLL DO SÃO PAULO!!!! Junior Cesar lança, Fernandão desvia de cabeça, Dagoberto aparece sozinho na área, domina e toca por cobertura, na saída de Fábio Ouça na Jovem Pan
26min - Dagoberto recebe de Hernanes, corta para o meio e chuta da entrada da área. A bola vai para fora, assustando o goleiro do Cruzeiro
34min - Gilberto lança na área, e Wellington Paulista cabeceia para fora, perto da trave de Rogério Ceni
Mais do que isso, o time tricolor se vinga dos cruzeirenses. Em 2009, foi o clube celeste quem fez a festa no Morumbi, também pelas quartas de final da Libertadores, quando ganhou pelo mesmo placar: 2 a 0.
Os representantes de Minas Gerais deixaram o estádio reclamando da arbitragem por conta da expulsão de Kléber em um dos primeiros lances do confronto.
O “Gladiador” era dúvida, foi escalado por Adilson Batista e ficou em campo menos de dois minutos. Ele partiu com a bola para o ataque marcado por Richarlyson. O árbitro uruguaio Jorge Larrionda assinalou falta e expulsou o cruzeirense, alegando que ele desferiu uma cotovelada no adversário.

“O Cruzeiro foi prejudicado, infelizmente o juiz acabou com o nosso trabalho com um minuto de jogo, mas isso acontece. Vamos levantar a cabeça e buscar o título brasileiro”, comentou o camisa 25 celeste. Ele acredita que com 11 jogadores a situação poderia ter sido diferente.
No ano passado, no mesmo Morumbi e também pelas quartas de final da Copa Libertadores, era o São Paulo quem precisava ganhar, já que o rival mineiro havia vencido o primeiro confronto. E foi a equipe de Muricy Ramalho que ficou com um a menos ainda no primeiro tempo, quando Eduardo Costa recebeu o vermelho. O time celeste soube apro
veitar e triunfou por 2 a 0.
Agora o filme se inverteu. Com um a mais, o time da casa foi para cima, apoiado pela torcida e começou a dar trabalho para o goleiro Fábio, que realizou boas defesas após finalizações de Marlos e Fernandão, antes dos dez minutos de bola rolando.
O time de Minas, mesmo com um a menos, apresentou volume de jogo no início. Chegou ao ataque pelos lados do campo, porém sentiu falta de uma referência na área, vaga que seria ocupada por Kléber.
Aos 23min, a superioridade numérica são-paulina transformou-se em vantagem no placar. Junior Cesar fez bela jogada pela esquerda e rolou para Hernanes chutar forte. Fábio ainda tocou na bola, mas não evitou a festa no Morumbi.
“Foi uma jogada boa, com um drible bonito, e o mais importante é que fizemos o gol. Agora é ter atenção porque restam 45 minutos e precisamos tratar o adversário com respeito”, declarou Junior Cesar ao Sportv, em relação à sua participação no gol de Hernanes.







Os comandados de Ricardo Gomes ainda tiveram mais chances para ampliar a vantagem. Richarlyson até arriscou um chute quase do meio-campo, tentando surpreende Fábio, que voltava após sair da área. A bola foi por cima do gol.
Adilson Batista ousou na volta para a etapa final. Sacou o volante Fabrício para a entrada do centroavante Wellington Paulista.
Porém nem deu tempo para o conjunto visitante tentar uma reação. Aos 8min, Junior Cesar fez o lançamento, Fernandão desviou de cabeça e colocou Dagoberto na cara do gol. O camisa 25 tricolor dominou e bateu com categoria, por cobertura na saída de Fábio.
Os torcedores entoaram os gritos: “eliminado, eliminado” e “o campeão voltou”. A partir daí, o time da casa administrou o resultado. Os mais de 52 mil pagantes também cantaram “Olé, olé”.
De 1992 para cá, é a sétima vez que o São Paulo chega às semifinais do torneio continental. No total, são nove, considerando-se que a fase de grupos com três participantes antes da final, na década de 1970, era também uma semi.
Mas para saber seu destino em 2010 terá que esperar até o segundo semestre, já que as semfinais serão disputadas após a Copa do Mundo da África do Sul.
SÃO PAULO X CRUZEIRO
São Paulo
Rogério Ceni; Alex Silva, Miranda (Xandão) e Richarlyson (Jean); Cicinho, Rodrigo Souto, Hernanes, Marlos e Junior Cesar; Dagoberto (Fernandinho) e Fernandão
Técnico: Ricardo Gomes
Cruzeiro
Fábio, Jonathan (Thiago Heleno), Leonardo Silva, Gil e Diego Renan (Elicarlos); Fabrício (Wellington Paulista), Marquinhos Paraná, Henrique e Gilberto; Thiago Ribeiro e Kléber
Técnico: Adilson Batista
Data: 19/05/2010, quarta-feira
Local: estádio do Morumbi, em São Paulo (SP)
Árbitro: Jorge Larrionda (URU)
Auxiliares: Pablo Fandiño e Mauricio Espinoza (ambos do URU)
Público: 52.196 pagantes
Renda: R$ 2.871.619,25
Gols: Hernanes, aos 23min do primeiro tempo; Dagoberto, aos 8min do segundo tempo
Cartões amarelos: Richarlyson, Rodrigo Souto, Dagoberto, Alex Silva (SP); Marquinhos Paraná (C)
Cartões vermelhos: Kléber (C)

Santos x Grêmio - São Paulo x Cruzeiro

É bom arriscar palpites antes da rodada, claro que é o mesmo que colocar a mão a palmatória, mas temos que opinar. Depois dos 90 minutos saberemos se estávamos certos. Sendo assim, tenho a idéia de que no duelo da OBRIGAÇÃO  X  RAZÃO,  a segunda sai vencedora. Portanto, hoje é noite de tristeza para Cruzeirenses e talvez Santistas. E a tarefa é bem mais fácil para o São Paulo, pois a obediência tática é que sairá vencedora esta noite. Muito dificil é correr contra o tempo quando se tem uma missão a cumprir e do outro lado adversários que só teem a preocupação em impedir tal objetivo. Pois bem, arrisco o São Paulo na semifinal da Libertadores. E na V Belmiro por incrível que pareça a situação é mais tensa, tudo pelo fato da Equipe Gremista andar um tanto perdida quanto ao que se refere no entendimento do que o Técnico, Silas, tenta passar. Portanto não basta só tentar segurar a vantagem. Tem que arrebentar no contra ataque. Hoje o São Paulo joga contra um Cruzeiro totalmente diferente daquele da quarta feira passada. Aliás, hoje teremos no mínimo três equipes diferentes numa mesma partida. As do primeiro tempo e uma outra (contra o relógio) no Segundo tempo. Agora só nos resta esperar e conferir.

Duelo na Vila decide quem vai a final

Faltam 90 minutos, mais os acréscimos. Santos, dono do melhor ataque do Brasil, e Grêmio, sob o manto de sua imortalidade, disputam nesta quarta-feira, a partir das 21h50m (horário de Brasília), na Vila Belmiro, uma vaga na final da Copa do Brasil. Quando o árbitro carioca Marcelo de Lima Henrique apitar o fim da partida, é bem provável que verdades e teses sejam desfeitas: dando Santos, a imortalidade gremista poderá será desdenhada. Dando Grêmio, os meninos da Vila deverão ser cobrados e questionados. Reflexos que podem soar injustos, visto que os dois times acabaram de conquistar seus estaduais. Mas como pedir racionalidade a torcedores?
No jogo de ida, no estádio Olímpico, quarta-feira passada, o Grêmio venceu por 4 a 3 após terminar o primeiro tempo perdendo por 2 a 0. A virada encheu os gremistas de esperança, apesar dos três gols sofridos em casa. A imortalidade foi a tônica dos comentários. Agora, o tricolor joga por um empate, mas promete não ficar atrás. A tática tricolor é simples: atacar para não ser atacado.
O Santos, por sua vez, precisa vencer por um gol até 3 a 2. Se devolver os 4 a 3, leva a decisão para os pênaltis. O Grêmio pode perder por diferença de um gol, desde que marque quatro. Como não poderia deixar de ser, o ataque dos 110 gols promete encurralar o time gaúcho com seu poderoso trio de frente, formado por Neymar, André e Robinho.
Não tem como não ser um jogaço.

É hora de dá a volta por cima

Nos últimos quatro anos, o torcedor do São Paulo se acostumou com essa cena na Taça Libertadores. Quando a equipe do Morumbi cruzou com algum rival brasileiro, o resultado foi o mesmo: derrota e eliminação. Mas nesta quarta-feira, o Tricolor tem a chance de quebrar esse incômodo tabu. Após ter vencido o Cruzeiro por 2 a 0, no Mineirão, o time pode até perder por um gol de diferença que manterá vivo o sonho de conquistar o seu quarto título sul-americano.
A série de insucessos caseiros começou em 2006, quando a equipe paulista, que havia conquistado o caneco do ano anterior, perdeu a decisão para o Internacional. No Morumbi, o Colorado de Abel Braga levou a melhor sobre o time comandado por Muricy Ramalho com uma vitória por 2 a 1. Em Porto Alegre, empate por 2 a 2 e festa vermelha no gigante da Beira-Rio.
Em 2007, a capital gaúcha foi novamente o palco da eliminação. O rival desta vez foi o Grêmio. No Morumbi, o Tricolor, nas mãos de Muricy, fez 1 a 0, mas não suportou a pressão do Imortal no Olímpico que, com Mano Menezes no banco de reservas, fez 2 a 0 e seguiu adiante na competição.
No ano seguinte, sem dúvida, foi a eliminação mais dolorosa de todas. O Tricolor enfrentou o Fluminense. Em casa, fez 1 a 0, gol marcado por Adriano. No Maracanã, o Imperador repetiu a dose, deixou a sua marca, mas um gol de Washington, aos 48min do segundo tempo, selou a vitória carioca por 3 a 1 e a passagem para a etapa seguinte do torneio.
Em 2009, o rival foi o Cruzeiro. O São Paulo, com duas derrotas, não foi páreo para o time comandado por Adílson Batista. Perdeu por 2 a 1 no Mineirão e 2 a 0 no Morumbi, o que provocou a demissão de Muricy Ramalho e a contratação de Ricardo Gomes que, curiosamente, tambpém encontra-se na linha de fogo. Se o time mineiro conseguir a classificação, o treinador engrossará a fila dos desempregados.
Desempenho positivo
Apesar do desempenho fraco nos últimos quatro anos, o São Paulo leva vantagem nos duelos contra equipes brasileiras na competição. O Tricolor disputou 32 jogos contra times brasileiros, obtendo 12 vitórias, 12 empates e 8 derrotas, marcando 42 gols e sofrendo 35. Em mata-matas, o desempenho também é positivo. Nos dez duelos caseiros, venceu seis e perdeu quatro.
Para o meia Jorge Wagner, um fator pode ser determinante a favor do Tricolor no quinto duelo consecutivo contra brasileiros: o fato do time decidir dentro de sua casa.
- Em todas as eliminações, jogamos a primeira em casa e decidimos fora. E nunca conseguimos um placar que nos desse tranquilidade para disputar a partida de volta. Desta vez, é diferente. Vamos decidir na nossa casa, diante do nosso torcedor. Temos tudo para conseguir a classificação desta vez - lembrou o camisa 7.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Júlio Baptista se Garante no mundial

O escudo estampado no peito era uma ferradura. E o nome do primeiro clube não poderia ilustrar melhor o estilo do parrudo garoto: "Pequeninos do Jóquei". Jogador mais forte da seleção brasileira convocada por Dunga, Julio Baptista muitas vezes é comparado a um cavalo por causa da força física. Puro-sangue, diga-se de passagem. Capaz de arrancar e deixar na poeira concorrentes de peso como Ronaldinho Gaúcho na preferência do treinador para a disputa da Copa do Mundo de 2010.

Foi no campo de terra dos "Pequeninos", que fica perto do estádio do Morumbi, em São Paulo, que Julio Baptista deu os primeiros passos no futebol antes de chegar ao Roma, da Itália. Foi levado para treinar aos cinco anos, incentivado pelo Tio Dino, que percebeu no sobrinho a paixão pelo esporte. Ele logo se destacou entre a garotada de sua idade.
Mas nem sempre Júlio Baptista teve o físico privilegiado que exibe atualmente pelos gramados da Europa. Quando nasceu, no dia 1º de outubro de 1981, em São Paulo, o garoto tinha apenas 2,1kg. Hoje, às vésperas do Mundial, o apoiador tem 1,87m de altura e 81 kg.

- Quando eu chego em casa sempre brinco com a minha mãe. Quando eu era pequeno, eu cabia em uma caixa de sapato. Tudo o contrário do que eu sou hoje – contou Baptista, que não é muito de falar sobre a ausência do pai.

- Se eu tivesse uma infância só com a minha mãe, eu sentiria muito mais. Mas como eu fui criado com os meus avós e com muitos primos, eu não senti tanta falta. Os meus avós ocupavam esse lado. Eles me davam tudo e eu não senti falta de nada - afirmou o jogador.

Júlio não poupa elogios à mãe. Ele credita a sua índole à criação dada por Dona Vilma e os avós.

- Ela é o alicerce, é o centro da minha vida. Ela conseguiu me formar, dar a educação que eu tenho. Todos falam da educação que uma pessoa precisa ter, e a minha mãe é a culpada de tudo isso. O que eu tenho hoje eu devo a ela. Sempre que eu puder retribuir, eu vou fazer - disse Júlio Baptista.

Quando eu era pequeno, eu cabia em uma caixa de sapato"Júlio Baptista, apoiador da seleção brasileiraMesmo com pouco peso na época do seu nascimento, o tamanho já chamava a atenção na maternidade.

- Ele era magrinho, mas era comprido. Sempre foi o mais alto da turma – contou Dona Vilma, mãe do apoiador da seleção brasileira.

E foi justamente o menino magrinho que saiu da maternidade que se transformou em "La Bestia" para os espanhóis ou a "A fera" para os brasileiros. Aos 28 anos, Júlio Baptista é o sexto personagem de uma série de reportagens especiais do Jornal Nacional sobre os 23 convocados por Dunga para a África do Sul.

O apelido dado pela imprensa espanhola, inclusive, causou um mal estar com o Tio Dino. Segundo Júlio Baptista, a alcunha dada pelos europeus não foi bem recebida no início de sua passagem pelo Sevilha.

- É uma coisa importante para quem não conhece o idioma. Como o apelido foi dado na Espanha, a expressão é “La Bestia”. No português, a expressão seria como a bela e a fera. O pessoal não sabia e falava que eu era a besta. Sempre que eu dou as entrevista eu tento explicar isso. O meu tio ficou irritado no início - contou o apoiador.

Desde os primeiros chutes, a família Baptista imaginava ter um jogador de futebol em casa, mas jamais imaginaram estar próximos de um futuro atleta de nível mundial. Até os cinco anos, o garoto dava o seu jeito para brincar. Era uma bolinha de meia aqui ou jornal amassado de lá. Certo mesmo é que até os cachorros da casa participavam da “pelada” criada por Júlio.

- Ele chorava quando não podia jogar. A Vilma dizia que ele tinha que fazer a lição antes de jogar bola. Foi aí que ele começou a brincar com os cachorros. Tinha um cachorro que aprendeu até a ser goleiro de tanto que jogou futebol com o Júlio – revelou o Tio Carlinhos.

Dona Vilma exibe a camisa da primeira equipe em

que atuou o filho Júlio Baptista (Foto: Divulgação)Na escola, a paixão por futebol não era diferente. Júlio usava o mesmo artifício de casa. As bolinhas de meia sempre apareciam na sala de aula para uma partidinha na hora do recreio. Quando a professora decidia por parar o "confronto", o garoto não pensava duas vezes em sacar o outro pé de meia para criar uma alternativa de seguir o jogo.

Ao lado da escola onde o menino estudou ficava o campinho de terra batida. Atualmente, o local é cimentado e serve de diversão para a garotada. Porém, nos tempos do garoto Júlio, as peladas faziam parte do cotidiano e renderam boas histórias com Dona Vilma.

- O meu pai sempre ia buscar o Júlio no colégio. Em alguns dias da semana, ele tinha um tempo vago e deixava a escola antes do horário. Como o meu pai ainda não tinha chegado, ele ia para a praça para jogar bola. Ele largava os cadernos, o lápis, e perdia tudo. O Júlio não jogava bola com as crianças, ele jogava com as pessoas mais velhas, com homens. Ele costumava pedir à garotada que ficava de fora para avisar quando avistassem uma mulher de branco chegando à praça. Quando o Júlio me via, ele corria e eu corria atrás dele - relembrou Vilma.

A mãe de Júlio revelou que ele deu trabalho na infância por conta da paixão pelo futebol
- Ele ficava dando cabeçada na bola e quebrava tudo. Quebrava quadro, televisão. O Júlio dizia que precisava se aprimorar. A parede ficava toda suja. Eu tirei a bola, aí ele fez uma bola de jornal. Tirei a bola de jornal, ele pegou a de meia. Lembro que ele recolheu todas as meias da casa - contou Vilma.

E foi logo depois dessa fase de peladas que Júlio foi levado pelo Tio Dino ao Pequeninos do Jóquei. A equipe separava a garotada de cinco e seis anos para montar um time. Nessa época, o garoto da família Baptista já chamava a atenção por ser maior do que os seus amigos. E foi defendendo a equipe que ele começou a disputar torneios até fora do país.

Júlio relembra da história com carinho e diz que foi um dos melhores momentos de sua vida.

- Não existe a cobrança, a preocupação de hoje em dia. A criança desfruta do futebol com o que ela faz, sem se preocupar com nada. Ela só pensa em jogar. Depois dos 11 anos, a coisa é mais séria e você vai evoluindo para se tornar um jogador ou não - afirmou Júlio.

Mas a sua passagem pelos Pequeninos renderam muitos "causos". O técnico Bené, que trabalhou com Júlio em algumas competições internacionais, revelou alguns deles.

- Em uma viagem para a Suécia, a nossa equipe estava disputando uma partida e ele subiu para disputar uma bola. Na queda, o Júlio bateu com a barriga no chão e perdeu o fôlego. Lembro que ele gritou: "Bené, eu estou morrendo". Corri até ele, joguei aquela água benta e ele retornou para o jogo - contou o treinador, lembrando da competição que ocorreu em 1994.

Na França, uma nova aventura do pequeno Júlio. Bené contou um sonho que o jogador teve antes de um confronto na Europa.

- Não tínhamos lugar para dormir e um amigo arrumou um alojamento para passarmos a noite. Naquela ansiedade de jogar, ele acordou após um sonho gritando: "É pênalti! É pênalti! Deixa o Biro bater". São coisas marcantes. Era uma sala com 45 pessoas e todos estavam dormindo juntos. Foi curioso - revelou.

Como todo brasileiro, o ex-treinador de Júlio não deixou de dar a sua opinião e aconselhou o técnico Dunga sobre o posicionamento do seu ex-comandado.

- Quando ele jogou comigo, ele era centroavante. Eu sempre via nele uma boa impulsão, uma boa colocação. Sempre apreciei isso no Júlio. Quando ele foi para o profissional do São Paulo, ele foi deslocado para o meio-campo. Queria vê-lo atuando mais lá na frente. Vejo o Júlio como um finalizador - explicou Bené.

Do campinho dos "Pequeninos", Júlio Baptista andou mais alguns quilômetros e chegou ao Morumbi. Com 12 anos, ele iniciou a sua trajetória no clube de coração. Apesar da mãe e de grande parte da família serem corintianos, o garoto optou pela paixão do Tio Dino.

- Quando ele começou no São Paulo, eu como são-paulino roxo, acabei incentivando o garoto a virar torcedor do clube. Ele começou a jogar com amor à camisa por conta disso. O diferencial dele era esse. Ele não era corintiano antes de jogar no Morumbi. A verdade é que ele era influenciado pela família (risos). Levei o Júlio em uma final, coloquei ele nas costas e disse: “Você vai voltar para casa são-paulino” - contou Dino, revelando que o sobrinho ainda tem o costume de acompanhar o desempenho do Tricolor mesmo longe do Brasil.

E foi justamente distante do Brasil que Baptista tomou gosto pela música. O jogador aprendeu a tocar vários instrumentos e a cantar. O ritmo e o grupo preferidos? O pagode do Exaltasamba.

 Gosto muito das músicas deles. Também sou padrinho de um grupo de pagode. Mas sempre que o pessoal pede para eu cantar alguma coisa me dá um branco - disse o apoiador, que tem uma foto autografada de Pelé na casa onde a sua mãe mora, em São Paulo.

A mãe revelou também ser uma apaixonada por música. Sempre que vai à Europa, ela costuma ouvir canções brasileiras na casa onde o filho mora na Itália. Mas, segundo os tios, o dom não é uma herança de família.

- Desde pequeno ele sempre se interessou pela música. Mas isso é uma coisa dele. Ninguém na família tem essa adoração pela música - revelou a tia Nair.

- Fiquei conhecendo o lado musical dele depois de adulto. O vi arriscando as músicas no violão. Ele como cantor é um perfeito jogador - brincou o ex-treinador de Baptista no "Pequeninos do Jóquei".

Fora das quatro linhas, Baptista tem outras curiosidades. O jogador tem todo um cuidado com o seu sorriso. As visitas ao dentista são periódicas. Tudo para manter a boca em dia.
- Tem que ter cuidado. Gosto muito e cuido bastante. A cada dois meses eu vou ao dentista para ver como estão os dentes, para ver se a posição está mudando, se vai precisar usar aparelho. O mais importante de uma pessoa é o sorriso - disse o jogador.
Muito filho diz que se orgulha dos pais. Eu me orgulho do filho que eu tenho. Falo isso de boca cheia"Vilma Baptista, mãe do apoiador Júlio BaptistaDona Vilma não elogia apenas o sorriso do filho. Para ela, Júlio é o galã da família.
- Acho ele bonito. São coisas que envaidecem. Fico feliz não só de ver a beleza física, mas também de ver o seu jeito de ser. Muito filho diz que se orgulha dos pais. Eu me orgulho do filho que eu tenho. Falo isso de boca cheia. Ele está sempre procurando agradar. Está sempre procurando reunir a família. Ele não menospreza ninguém. Apesar da distância, ele está sempre presente - contou.
E foi justamente com o sorriso cativante e a beleza descrita pela mãe que Júlio conquistou a espanhola Silvia. Os dois estão juntos há três anos e com o casamento marcado para logo depois da Copa do Mundo. O apoiador revelou ainda uma situação inusitada que tem passado ao conviver com a namorada, com os amigos italianos e com os parentes brasileiros.
- Quando eu converso com os meus amigos, eles dizem que quando eu voltar ao Brasil não vou falar mais nada em português. Às vezes, eu acabo misturando tudo. Na minha casa eu falo espanhol com a minha mulher, português com a minha mãe e italiano com os meus amigos - contou o jogador.
Em 2003, Baptista trocou o São Paulo pelo Sevilha. Na equipe espanhola, o jogador se destacou atuando como centroavante, sua posição de origem. Ele marcou 39 gols em 62 partidas. O jogador revelou que no início da carreira jogou muito como atacante, mas aos 14 anos foi recuado para o meio-campo por um treinador da base do Tricolor paulista chamado Pita.

- O treinador conversou comigo e disse que existiam muitos jogadores na posição e que se eu mudasse eu aprenderia muito no futebol. Passei a jogar como segundo volante e foi onde começou tudo. Conseguiu uma grande evolução em vários aspectos - contou.


Após as boas atuações no Sevilha, o Real Madrid investiu € 20 milhões (cerca de R$ 44 milhões) na contratação do jogador em 2005. Na temporada seguinte, o apoiador foi emprestado ao Arsenal, onde herdou a camisa 9. Em Londres, ele participou de 24 partidas e marcou quatro gols. De volta a Madri, ele conquistou o Espanhol em 2008.

Sem muitas chances no clube merengue, Baptista optou por aceitar a transferência para o Roma. O clube italiano pagou € 9 milhões (cerca de R$ 19 milhões) pelo apoiador. Na atual temporada, ele conquistou o vice-campeonato nacional com a equipe romana, que ainda conta com o goleiro Doni e com o zagueiro Juan, também convocados por Dunga para a Copa do Mundo.

Em 2006, Júlio Baptista quase ficou na lista final de Carlos Alberto Parreira para o Mundial da Alemanha. Porém, no fim, o atleta foi preterido e não disputou a competição. Segundo a mãe do jogador, ele não demonstrou, mas ficou chateado com a situação.

- Ele queria parecer forte, mas sentiu aquele momento. Ele ficou chateado por não ter disputado a Copa de 2006 - contou Dona Vilma.

Mesmo fora do Mundial da Alemanha, Júlio Baptista conquistou os principais títulos de sua carreira na seleção brasileira. Ele levantou a Copa América em duas oportunidades (2005 e 2007) e foi bicampeão da Copa das Confederações (2005 e 2009).

Foi o meu momento mais importante na seleção. Nunca tinha tido a possibilidade de demonstrar o meu trabalho dentro do grupo. É uma história que não dá para acreditar"Júlio Baptista, relembrando a oportunidade na Copa América de 2007E foi justamente no time canarinho que o jogador marcou um dos gols mais importantes de sua vida como atleta profissional. Na final da Copa América de 2007, na Venezuela, ele balançou a rede diante dos argentinos. A seleção brasileira venceu a partida por 3 a 0 e ficou com o bicampeonato do torneio sul-americano.

- Foi o meu momento mais importante dentro da seleção. Nunca tinha tido uma possibilidade de demonstrar o meu trabalho dentro do grupo. Sempre fui convocado como reserva, mas nunca tinha entrado. É uma história que nem dá para acreditar. Eu estava no Arsenal, era o começo do trabalho do Dunga. O Zé Roberto tinha sido convocado, mas pediu não ser mais chamado. Eu era praticamente o terceiro reserva. Na minha frente tinha o Diego, o Anderson. Eles começaram os primeiros jogos e não foram bem e eu entrei logo depois e me firmei - contou o jogador.

Agora, em 2010, na África do Sul, Júlio Baptista terá a chance de mostrar porque é o puro-sangue convocado por Dunga e não o cavalo paraguaio preterido por Parreira na lista dos atletas que disputaram a Copa de 2006.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Dunga fez a coisa certa

O treinador foi contra o clamor popular não porque
seja teimoso - mas porque tem uma ideia claríssima
da seleção que terá em campo


Fábio Altman
Luiz Mello/Ag. O Dia/AE
Marco Antonio Cavalcanti
CONVICTO
O treinador, no anúncio dos selecionados, no Rio: lista construída durante três anos e meio
PIADA
Zé da Galera, de Jô Soares, que pedia "bota ponta, Telê", em 1982

Dunga é turrão. Dunga, ao erguer a taça em 1994, como capitão do tetra, xingou jornalistas e quem mais lhe passasse à frente, revide por ter sido duramente criticado. Dunga, filho de uma professora de história e geografia, afirmou, ao anunciar os 23 da África do Sul, na semana passada, que não saberia dizer se a escravidão ou a ditadura foram boas ou ruins, porque "só quem as viveu pode nos dar a resposta". Ele retrucava um comentário, pura provocação e já antigo, de que seria a favor do apartheid. Dunga é assim mesmo, boquirroto por profissão (e preparemo-nos, porque vem mais por aí). Mas fez a coisa certa ao convocar a seleção para a Copa do Mundo, deixando fora da lista principal os três grandes clamores populares: Neymar e Paulo Henrique Ganso, do Santos, e Ronaldinho Gaúcho, do Milan, este em menor grau.
"Dunga foi coerente com todo o seu trabalho, convicto do caminho que escolheu", diz o comentarista esportivo Ruy Carlos Ostermann. O treinador tem uma ideia de time na cabeça - forte na marcação, construído por atletas com experiência no exterior e formado apenas por homens de cega confiança. Foram três anos e meio na mesmíssima tecla. O último a cair - Adriano, do Flamengo - foi cortado não pelo que fez nos gramados recentemente, mas pelo comportamento fora dele. "Dunga é assim, conservador, surdo a tudo aquilo que não combine com o que planejou", diz Ostermann. Trata-se de um elogio.
O sucesso passado não desculpa erros futuros, mas convém prestar atenção nos resultados do treinador gaúcho na seleção: 53 jogos, 37 vitórias, onze empates e apenas cinco derrotas. No meio do caminho, ele venceu a Copa América e a Copa das Confederações, a Argentina e a Itália e ainda goleou Portugal por 6 a 2. Fechado o primeiro ciclo vitorioso, Dunga definiu essa seleção como a correta para a Copa - salvo surpresas de última hora, como a que excluiu Adriano. Não haveria motivos, portanto, para tirar quem foi bem. Há coerência no acerto - e não no erro.
De fevereiro para cá, na entressafra da seleção, os dois jogadores do Santos, Neymar e Ganso, explodiram, fizeram mágica no Campeonato Paulista e na Copa do Brasil, deram espetáculo - e como foi bonito vê-los jogar. "São dois grandes talentos e, certamente, terão um grande futuro na seleção, mas infelizmente apareceram tarde demais", diz Dunga. Os críticos do treinador costumam lembrar de Pelé, que foi para a Copa de 1958 com apenas 17 anos de idade. O próprio Pelé trata de rechaçar a indevida comparação. "Quando me chamaram, apesar de muito jovem, já tinha algum destaque na seleção", recorda. Aos números: antes de entrar em campo contra a União Soviética, em 1958, Pelé fez cinco jogos pela seleção, com cinco gols marcados. Mas e Grafite (convocado no lugar de Adriano), que jogou apenas 46 minutos na seleção, não lhe falta experiência? No caso dele, Dunga simplesmente escolheu um jogador de características semelhantes às do que saiu - Neymar, ressalve-se, não é centroavante.
Evidentemente, todo mundo que é experiente já foi inexperiente um dia, e teve uma primeira chance. Nem sempre, contudo, as oportunidades oferecidas são bem aproveitadas. Edu (16 anos, do Santos) e Tostão (19, do Cruzeiro) foram levados por Feola para a fracassada e caó-tica Copa de 1966. Em 1970, Tostão entraria para o rol dos maiores de todos os tempos - e nunca se soube que a derrota de quatro anos antes tenha sido boa para sua formação profissional. Zagallo não levou o magnífico meia Dirceu Lopes, do Cruzeiro, para a campanha do tri em 1970, na contramão do que pedia o país inteiro. Felipão deixou Romário em casa em 2002 - e o baixinho não fez falta alguma no time campeão de Ronaldo, Rivaldo e Ronaldinho Gaúcho.
No futebol, a memória costuma ser seletiva e fraca. A cada quatro anos, lembre-se, é sempre a mesma coisa - e o treinador, ei-lo acuado no canto do ringue, seja zangado como Dunga, seja pacífico como Parreira. A seleção de 1982, de Zico, Sócrates, Júnior e Falcão, entrou para as enciclopédias pelo belo toque de bola - belo mas incapaz de segurar a Itália de Paolo Rossi. Hoje, aquela derrota por 3 a 2 é sempre esquecida quando se trata de ressaltar a beleza dos bailarinos de Telê Santana, realmente soberbos. Mas Telê, antes da Copa, foi alvo de uma campanha mais forte até do que a dos atuais defensores de Neymar e Ganso. "Bota ponta, Telê", dizia o personagem Zé da Galera, criado por Jô Soares, cujo bordão contaminou o país. E Telê - ranzinza como Dunga, mas com outro estilo - não pôs ponta. Perdeu, mas teve uma segunda chance em 1986. Defendia-se, às vésperas da convocação, com uma frase que parece ter saído da boca de Dunga: "O ponta que não arma, que não dá combate, não volta para marcar foi banido dos melhores times do mundo".
Dunga, em caso de derrota, certamente não terá a segunda chance de Telê. Muito se disse, na semana passada, que ele teve medo de convocar Neymar e Ganso. É improvável. Nada mais corajoso que levar quem levará. "Se o Brasil ganhar, haverá um silêncio cerimonioso em relação a Dunga", diz Ostermann. "Se perder, ele será condenado." E, ressalve-se, seria condenado, na derrota, mesmo se tivesse listado Neymar, Ganso e Ronaldinho.

domingo, 16 de maio de 2010

São Paulo 1 x 2 Botafogo (deixem o Tricolor quieto)

No dia em que faltou inspiração a São Paulo e Botafogo, venceu o time que teve mais vontade. E o Botafogo acabou com um tabu que já durava 15 anos. Com gols de Antônio Carlos e Renato Cajá, a equipe venceu o São Paulo por 2 a 1, no estádio do Morumbi, o que não acontecia pelo Campeonato Brasileiro desde 1995.
Com a vitória, a primeira na competição, o time carioca foi aos quatro pontos na tabela de classificação e, provisoriamente, ocupa a vice-liderança na tabela. Já o Tricolor, que segue com um ponto, é o 14º colocado.
Os dois times voltarão a campo pelo Nacional no próximo final de semana. O São Paulo vai a Porto Alegre no domingo para enfrentar o Internacional.no estádio Beira-Rio. Na quarta-feira, no entanto, a equipe voltará a campo para definir sua situação na Taça Libertadores da América diante do Cruzeiro, no Morumbi. Já o Botafogo, um dia antes, receberá a visita do Goiás no Engenhão.
Primeiro tempo equilibrado
Conforme havia dito anteriormente, o técnico Ricardo Gomes mandou um São Paulo formado basicamente por reservas. Da escalação considerada titular, apenas três peças em campo: Rogério Ceni, Alex Silva e Richarlyson, que voltou a fazer o papel de zagueiro pelo lado esquerdo. Do lado botafoguense, Joel Santana só não escalou Loco Abreu que, na próxima semana, seguirá para a seleção do Uruguai que disputará a Copa do Mundo.
 Quando a bola rolou, o Botafogo começou melhor a partida, mas foi o São Paulo quem assustou. Aos sete minutos, Washington recebeu sozinho, driblou Jefferson, mas adiantou a bola e permitiu o corte providencial de Antônio Carlos. No minuto seguinte, o Tricolor abriu o marcador. Jorge Wagner recebeu na esquerda, avançou e cruzou na cabeça de Léo Lima, que desviou no canto esquerdo de Jefferson, que nada pode fazer.(Veja o gol ao lado)
A vantagem fez o São Paulo diminuir o seu ritmo. O Tricolor recuou, deu campo ao Botafogo, que partiu em busca do empate. Claramente, o time paulista passou a apostar nos contra-ataques para aumentar sua vantagem. O Botafogo, aos 15, chegou a empatar a partida, com Antônio Carlos, mas o juiz Sandro Meira Ricci anulou, alegando que o zagueiro botafoguense se apoiou em Alex Silva para cabecear.
Aos 23, o time carioca, que já rondava com perigo a área de Rogério Ceni, teve uma grande chance e não aproveitou. Em cobrança de falta ensaiada na risca da grande área, Lúcio Flávio tocou para Sandro Silva, que tocou em cima de Jorge Wagner. O São Paulo respondeu dois minutos depois, quando Cléber Santana deu belo passe para Washington, que girou e bateu em cima do gol. Esse foi o último lance perigoso do Tricolor no primeiro tempo.
 A partir daí, só deu Botafogo, que deixou tudo igual no marcador aos 28min. Lucio Flavio cobrou falta pela esquerda, Washington não alcançou a bola e Antônio Carlos, que estava atrás dele, subiu sozinho e testou no canto direito de Rogério Ceni. O camisa 9 são-paulino reclamou de um empurrão de Antônio Carlos, que não foi marcado. O botafoguense, no entanto, confessou a falta na saída para o vestiário. (reveja o gol)
Nos minutos finais, o Botafogo controlou o ritmo da partida. O São Paulo, com Marcelinho Paraíba e Washington, tinha muita dificuldade para segurar a bola no ataque. Caio e Herrera se movimentavam bastante e davam trabalho para a marcação são-paulina, que mostrou desencontros. Aos 33, Caio foi lançado nas costas de Richarlyson e só não fez o segundo porque Alex Silva travou no momento do chute.
Etapa complementar
Os dois times voltaram sem alterações para o segundo tempo. O São Paulo voltou com uma postura diferente e tomou a iniciativa, enquanto que o Botafogo tentava responder no contra-ataque. Aos 12, Léo Lima tocou para Marcelinho Paraíba, que recuou para Cléber Santana, que disparou uma bomba por cima do gol, sem a menor direção. O Botafogo respondeu em chute de Herrera, pela direita da área, que foi bem defendido por Rogério Ceni. Aos 15, Jorge Wagner tocou para Léo Lima, que chutou por cima do gol.
O Tricolor, erradamente, concentrava seu jogo pelo meio. Pelas laterais não havia apoio, o que facilitava as coisas para a marcação botafoguense. Cansado, Ricardo Gomes mexeu aos 18. Sacou o apagadíssimo Washington para colocar Fernandinho e tirou Wellington para promover a entrada de Cicinho. Do outro lado, para tornar o time mais ofensivo, Joel Santana promoveu a entrada do meia-atacante Edno no lugar do volante Sandro Silva. No seu primeiro lance, Edno avançou pela esquerda e cruzou para Herrera, que bateu fraco e facilitou as coisas para Ceni.
Apesar da vontade das duas equipes, faltava futebol. Muitos erros de passes, pouquíssima inspiração. O São Paulo assustou uma vez aos 28, com Fernandinho, que fez grande jogada pela esquerda, invadiu a área e, na hora de cruzar, não viu que não tinha ninguém na área e cruzou errado.  No Botafogo, Joel Santana queimou suas últimas fichas ao colocar Marcelo Cordeiro e Renato Cajá nas vagas de Alessandro e Lucio Flavio.
Botafogo melhora, domina e vence
As mudanças feitas deram novo gás ao Botafogo, que tomou conta do jogo. Aos 35, após cruzamento da esquerda para a área, Rogério Ceni calculou mal o tempo da bola e não interceptou o lance. Caio, livre de marcação e sem goleiro, cabeceou por cima do gol, para desespero de Joel Santana no banco. Dois minutos depois, o goleiro tricolor se redimiu ao fazer grande defesa em chute de longe de Renato Cajá.
E o domínio do Botafogo acabou se refletindo no marcador. Aos 42, Renato Cajá avançou, tocou para Herrera, que devolveu com precisão para o camisa 15 que, cara a cara com Rogério Ceni, mostrou categoria e tocou no canto direito do goleiro são-paulino, para decretar a justa vitória botafoguense.