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terça-feira, 25 de novembro de 2014
quinta-feira, 21 de março de 2013
Esses Técnicos...
Brasil abre 2 a 0 no primeiro tempo, mas cede empate à Itália na Suíça
Fred e Oscar marcam para a Seleção contra a Azzurra, que reage na etapa final com De Rossi e Balotelli. Time de Felipão pega Rússia na segunda
Por Leandro Canônico e Márcio Iannacca Direto de Genebra, Suíça
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Ficou no quase. Nesta quinta-feira, no Estádio de Genebra, o Brasil chegou a abrir 2 a 0 ainda no primeiro tempo, mas viu a Itália reagir e deixar tudo igual na etapa final, com chances de virada. Com o resultado, Luiz Felipe Scolari chega ao segundo jogo sem vitória desde que voltou à Seleção (derrota de 2 a 1 para a Inglaterra) na estreia. Somando à era Mano Menezes, o time brasileiro mantém o jejum de não vencer campeões do mundo com o grupo completo. Já são seis confrontos - Argentina (duas vezes, 1 a 0 e 4 a 3), Alemanha (3 a 2), Inglaterra (2 a 1) e França (1 a 0). A última vitória foi contra os ingleses em novembro de 2009. Triunfo por 1 a 0, em Doha, no Qatar.
Os gols do Brasil saíram todos no primeiro tempo. Fred e Oscar, em bela jogada de Neymar, fizeram para o time canarinho. Os italianos, que foram mais perigosos durante os 90 minutos, só balançaram a rede de Julio César na etapa final. De Rossi e Mario Balotelli, com um belo chute de longe por cima do goleiro brasileiro, marcaram para a Squadra Azzurra.
Na próxima segunda-feira, também às 16h30m (de Brasília), a equipe terá mais uma oportunidade de conquistar a primeira vitória sob a batuta de Felipão. O time canarinho vai enfrentar a Rússia, em Stamford Bridge, em Londres, na Inglaterra. O jogo marcará a volta de Scolari ao estádio dos Blues, clube que comandou de julho de 2008 a fevereiro de 2009.
Mosaico galeria Brasil Itália amistoso (Foto: Editoria de Arte / Globoesporte.com)
Antes do início da partida, os jogadores de Brasil e Itália exibiram uma faixa contra o racismo. Tudo sob o olhar atento de Kevin Prince Boateng, que desembarcou na Suíça para participar de uma ação da Organização das Nações Unidas (ONU) no Dia Internacional das Discriminações Raciais. Além disso, o jogador do Milan vai se encontrar na sexta com o presidente da Fifa, Joseph Blatter.
Em janeiro, Boateng foi alvo de insultos racistas de torcedores do Pro Patria, time da Quarta Divisão da Itália, durante um amistoso da pré-temporada do Milan. Por conta das atitudes da torcida, ele se retirou de campo, interrompendo a disputa do confronto no segundo tempo.
Itália desperdiça várias chances de gol e...
saiba mais
Veja galeria de fotos do amistoso
Destaque contra campeões mundiais, Fred sai na frente em ‘vestibular’
Atuações da Seleção: Oscar e Neymar se destacam, e Hulk destoa
Logo no primeiro minuto de jogo, a Itália só não abriu o marcador devido a uma bela defesa de Julio César com a mão direita. Bonucci recebeu pelo lado esquerdo nas costas de Daniel Alves. O lateral-esquerdo italiano deu um corte em David Luiz e finalizou para a intervenção do arqueiro brasileiro.
O Brasil não demorou a responder. E a boa jogada saiu dos pés de Neymar. O atacante arrancou da intermediária e quando chegou à entrada da área finalizou cruzado. Buffon espalmou e salvou. A partida continuou quente e Balotelli quase marcou aos seis. Julio César defendeu com os pés.
A Itália seguiu melhor e teve mais duas chances de marcar. Na primeira, aos 13, com Balotelli, e sete minutos depois, com Maggio. O Brasil tinha dificuldades para criar as jogadas. Neymar foi fundamental nos gols, mas ainda oscilou um pouco.
... é o Brasil que sai na frente na etapa inicial com Fred
Felipão amistoso Brasil x Itália (Foto: Mowa Press)Felipão tem um empate e uma derrota em seu
retorno à Seleção (Foto: Mowa Press)
E foi com gritos de “Itália, Itália”, vindos das arquibancadas, que a Seleção encontrou ainda mais dificuldades para criar jogadas. Felipão tentava orientar a equipe. Mas os erros de passe na saída de bola incomodavam o comandante. Uma falha de Oscar na tentativa de achar Daniel Alves o fez voltar para o banco.
Mas o que parecia difícil se tornou fácil nos pés de Fred. Aos 32, Filipe Luís cruzou da esquerda, Bonucci raspou de cabeça e a bola sobrou para o atacante da Seleção. De primeira, o jogador finalizou para vencer Buffon e colocar o Brasil em vantagem. Foi o segundo de Fred em dois jogos sob a batuta de Felipão.
A Itália teve duas chances de empatar ainda na etapa inicial. Na primeira, aos 37, com Balotelli. Outra grande defesa de Julio César. Em seguida, Pirlo bateu rente à trave do goleiro. E, mais uma vez, foi o Brasil quem colocou a bola na rede. Neymar puxou contra-ataque, atraiu a marcação e lançou para Oscar, que tocou na saída de Buffon: 2 a 0, aos 41.
Um minuto antes do gol da Seleção, lance polêmico. Em contra-ataque brasileiro, Neymar rolou para Hernanes na área e o meio-campista do Lazio foi derrubado por De Sciglio, mas o juiz não marcou o pênalti.
Azzurra cresce, empata e quase vira no segundo tempo
A partida não voltou para o segundo com a mesma intensidade. Aos oito, a Itália diminuiu após cobrança de escanteio e bobeada da defesa. De Rossi aproveitou cruzamento e desviou sem chance para Julio César: 2 a 1. O gol incendiou os torcedores italianos.
E a empolgação surtiu efeito. Três minutos depois, Oscar perdeu a bola na intermediária para Balotelli. O italiano avançou até a entrada da área e bateu colocado para vencer Julio César e deixar tudo igual em Genebra. Aos 16, Felipão sacou o meia do Chelsea e apostou na entrada de Kaká.
Após o empate, Julio César voltou a aparecer para salvar o Brasil. Aos 18, Balotelli aproveitou mais uma bobeada da defesa e recebeu sozinho na entrada da pequena área. O italiano finalizou e mais uma vez o arqueiro da Seleção fez a defesa, evitando a virada da Azzurra.
Em lances praticamente seguidos, Brasil e Itália tiveram chances de ficar à frente no marcador. Na primeira, aos 30, Balotelli recebeu dentro da área e foi travado por Dante. No minuto seguinte, Neymar cruzou para Hulk, que matou a bola errado no peito e perdeu a oportunidade de ficar cara a cara com Buffon. A última chance foi da Itália, mas Diamanti isolou a oportunidade em cobrança de falta.
BRASIL 2 X 2 ITÁLIA Julio César, Daniel Alves, Dante, David Luiz, Filipe Luis (Marcelo), Fernando, Hernanes (Luiz Gustavo), Oscar (Kaká), Neymar, Hulk (Jean) e Fred (Diego Costa) Buffon, Maggio, Barzagli, Bonucci, De Sciglio (Antonelli), De Rossi (Diamanti), Montolivo, Pirlo (Cerci), Giaccherini (Poli), Osvaldo (El Shaarawy) e Balotelli (Gilardino).
Técnico: Luiz Felipe Scolari Técnico: Cesare Prandelli
Gols: Fred, aos 32 do primeiro tempo; Oscar, aos 41 do primeiro tempo; De Rossi, aos 8 do segundo tempo; Balotelli, aos 11 do segundo tempo
Cartões amarelos: Fred, Hernanes, Filipe Luis (Brasil); Maggio, Poli (Itália)
Local: Estádio de Genebra, em Genebra (SUI). Público: 29.700 torcedores. Horário: 16:30 (de Brasília)
Árbitro: Stephan Studer (SUI)
domingo, 18 de julho de 2010
Na volta de Robinho, Fluminense bate o Santos na Vila e é vice-líder
Com Robinho de volta, o Santos parecia impossível. Neymar correndo sem parar, e Ganso como sempre distribuindo bons passes. No Fluminense, Diguinho não dava espaços, e Conca e Fred não deixavam de lutar na frente. Pelo estilo agressivo e ofensivo, o Peixe parecia mais perto da vitória e realmente esteve. Mas no duelo de muita correria e alternativas, o Tricolor, guerreiro que foi, deixou o gramado da Vila Belmiro vitorioso e vice-líder do Brasileirão: 1 a 0, gol de Alan. O time cada vez mais tem a cara e o espírito do técnico Muricy Ramalho e termina a nona rodada com 19 pontos, dois a menos que o Corinthians. O Peixe sofre a segunda derrota seguida, perde terreno e cai da quarta para a nona posição, com 12.
Na próxima quarta-feira, o Santos visita o Atlético-PR, na Arena da Baixada, às 21h50m. Na quinta, o Fluminense recebe o Cruzeiro, no Maracanã, às 21h.
Confira a classificação do Campeonato Brasileiro
Peixe arma correria, e Flu fecha a porta
diguinho fluminense robinho santosCena comum na Vila: Diguinho e Robinho em
disputa (Foto: Douglas Aby Saber / Agência Estado)
Foram dois meses longe. Robinho não pisava no gramado da Vila Belmiro desde o dia 19 de maio, quando o Santos venceu o Grêmio pela semifinal da Copa do Brasil. Dali em diante, o craque apresentou-se à Seleção Brasileira, jogou a Copa do Mundo da África do Sul e foi eliminado nas quartas de final. De volta, o atacante entrou em campo com o filho Robson Júnior no colo. O garotinho agarrou o pescoço do pai e quando a bola rolou Diguinho assumiu o posto. O volante do Fluminense não desgrudou do camisa 7. Não importava em que parte do campo ele estivesse.
Não era permitido cochilar. Aos quatro minutos, após cobrança rápida de falta de Paulo Henrique Ganso, Robinho avançou pela direita, invadiu a área e bateu à esquerda de Fernando Henrique. Parecia que o Peixe dominaria as ações, mas o Tricolor manteve a calma e se organizou. Muricy Ramalho deixou Gum, André Luis e Leandro Euzébio na marcação de Neymar e André, que não assustaram tanto. Além de marcar bem, o Flu também atacou. Conca lutou no meio e foi perigoso na bola parada. Fred buscou jogo e tentou de longe, aos 16. O chute foi defendido pelo goleiro Rafael.
Para tentar escapar da marcação, Dorival Júnior pediu que Neymar abrisse pelas pontas e criasse alternativas. Foi assim que ele teve liberdade, tentou invadir a área e foi derrubado por Diguinho quase sobre a linha. Na cobrança, Ganso buscou o ângulo esquerdo do goleiro e errou por muito pouco, aos 28. Era a terceira boa participação do camisa 10, que antes havia deixado Robinho em boas condições de marcar. Novamente o chute se perdeu pela linha de fundo.
Da metade do primeiro tempo em diante, o Santos foi superior, especialmente com Robinho pela direita. Neymar e André se movimentavam mais, e o Fluminense limitou-se a defender. O time não conseguia ter posse de bola e nem puxar contra-ataques. Só depois de muito tempo voltou a assustar, aos 42. Mariano partiu desde o meio-campo pela direita, tabelou com Fred e bateu sobre o gol de Rafael. Na resposta, André chutou colocado, e Fernando Henrique espalmou. Jogo corrido, de variações táticas, mas com placar em branco.
Santos martela, mas quem carimba é o Tricolor
Deixar o time do Santos trocar passes foi um risco que o Fluminense decidiu correr. Em poucos toques e com agilidade, a molecada chegava na cara do gol. Foi assim que André quase abriu o placar no início do segundo tempo. Após receber cruzamento da ponta direita, o atacante desviou de primeira, mas errou o alvo. Neymar foi perigoso pela esquerda. Aos oito, um chute cruzado assustou Fernando Henrique.
Além de ter de marcar, Diguinho e Diogo, principais destruidores do time, se preocuparam em evitar as faltas. Ambos receberam cartão amarelo e estavam pendurados. O Fluminense não conseguiu repetir os bons momentos do primeiro tempo, e Muricy decidiu mudar. Rodriguinho deu lugar a Alan, na tentativa de dar mais velocidade ao ataque tricolor. Quem apareceu primeiro foi Carlinhos. Aos 13, o lateral-esquerdo apresentou-se para tabelar com Fred, recebeu de volta e bateu para fora. Um minuto depois, Conca deu um lindo passe de calcanhar, Carlinhos chutou forte, e Rafael pegou.
Alan fluminense gol santosAlan entrou no segundo tempo e foi decisivo na vitória tricolor (Foto: Luiz Fernando Menezes / Photocamera)
Dorival também trocou peças na frente. André, até então apagado, saiu para a entrada de Marcel. Em seu primeiro lance, o atacante grandalhão fez o travessão de Fernando Henrique tremer. Um chute forte, de fora da área, assustou o goleiro. A partida ficou mais franca, e o Santos voltou a crescer, principalmente em jogadas de Robinho e Ganso. A equipe tricolor passou a ter mais espaços para contra-atacar. Na melhor chance que teve, o golpe foi fatal. Aos 32, Alan recebeu passe preciso de Mariano em liberdade e bateu na saída de Rafael: 1 a 0.
Se a pressão santista era grande, triplicou. Dois minutos depois de sofrer o gol, o time quase empatou. Wesley aproveitou o rebote de uma cobrança de falta e bateu de primeira. Fernando Henrique caiu para fazer linda defesa. Insatisfeito, Dorival tirou Neymar e Wesley e colocou Zé Eduardo e Madson. O empate quase saiu aos 38. Em jogada rápida, Zé Eduardo recebeu livre na direita e bateu cruzado. Robinho ainda apareceu na segunda trave para tentar aproveitar, mas mandou para fora. Na base do tudo ou nada, o Peixe martelou, mas não o suficiente para empatar. Guerreiro, o Flu se mantém firme no G-4 e de olho na liderança.
Na próxima quarta-feira, o Santos visita o Atlético-PR, na Arena da Baixada, às 21h50m. Na quinta, o Fluminense recebe o Cruzeiro, no Maracanã, às 21h.
Confira a classificação do Campeonato Brasileiro
Peixe arma correria, e Flu fecha a porta
diguinho fluminense robinho santosCena comum na Vila: Diguinho e Robinho em
disputa (Foto: Douglas Aby Saber / Agência Estado)
Foram dois meses longe. Robinho não pisava no gramado da Vila Belmiro desde o dia 19 de maio, quando o Santos venceu o Grêmio pela semifinal da Copa do Brasil. Dali em diante, o craque apresentou-se à Seleção Brasileira, jogou a Copa do Mundo da África do Sul e foi eliminado nas quartas de final. De volta, o atacante entrou em campo com o filho Robson Júnior no colo. O garotinho agarrou o pescoço do pai e quando a bola rolou Diguinho assumiu o posto. O volante do Fluminense não desgrudou do camisa 7. Não importava em que parte do campo ele estivesse.
Não era permitido cochilar. Aos quatro minutos, após cobrança rápida de falta de Paulo Henrique Ganso, Robinho avançou pela direita, invadiu a área e bateu à esquerda de Fernando Henrique. Parecia que o Peixe dominaria as ações, mas o Tricolor manteve a calma e se organizou. Muricy Ramalho deixou Gum, André Luis e Leandro Euzébio na marcação de Neymar e André, que não assustaram tanto. Além de marcar bem, o Flu também atacou. Conca lutou no meio e foi perigoso na bola parada. Fred buscou jogo e tentou de longe, aos 16. O chute foi defendido pelo goleiro Rafael.
Para tentar escapar da marcação, Dorival Júnior pediu que Neymar abrisse pelas pontas e criasse alternativas. Foi assim que ele teve liberdade, tentou invadir a área e foi derrubado por Diguinho quase sobre a linha. Na cobrança, Ganso buscou o ângulo esquerdo do goleiro e errou por muito pouco, aos 28. Era a terceira boa participação do camisa 10, que antes havia deixado Robinho em boas condições de marcar. Novamente o chute se perdeu pela linha de fundo.
Da metade do primeiro tempo em diante, o Santos foi superior, especialmente com Robinho pela direita. Neymar e André se movimentavam mais, e o Fluminense limitou-se a defender. O time não conseguia ter posse de bola e nem puxar contra-ataques. Só depois de muito tempo voltou a assustar, aos 42. Mariano partiu desde o meio-campo pela direita, tabelou com Fred e bateu sobre o gol de Rafael. Na resposta, André chutou colocado, e Fernando Henrique espalmou. Jogo corrido, de variações táticas, mas com placar em branco.
Santos martela, mas quem carimba é o Tricolor
Deixar o time do Santos trocar passes foi um risco que o Fluminense decidiu correr. Em poucos toques e com agilidade, a molecada chegava na cara do gol. Foi assim que André quase abriu o placar no início do segundo tempo. Após receber cruzamento da ponta direita, o atacante desviou de primeira, mas errou o alvo. Neymar foi perigoso pela esquerda. Aos oito, um chute cruzado assustou Fernando Henrique.
Além de ter de marcar, Diguinho e Diogo, principais destruidores do time, se preocuparam em evitar as faltas. Ambos receberam cartão amarelo e estavam pendurados. O Fluminense não conseguiu repetir os bons momentos do primeiro tempo, e Muricy decidiu mudar. Rodriguinho deu lugar a Alan, na tentativa de dar mais velocidade ao ataque tricolor. Quem apareceu primeiro foi Carlinhos. Aos 13, o lateral-esquerdo apresentou-se para tabelar com Fred, recebeu de volta e bateu para fora. Um minuto depois, Conca deu um lindo passe de calcanhar, Carlinhos chutou forte, e Rafael pegou.
Alan fluminense gol santosAlan entrou no segundo tempo e foi decisivo na vitória tricolor (Foto: Luiz Fernando Menezes / Photocamera)
Dorival também trocou peças na frente. André, até então apagado, saiu para a entrada de Marcel. Em seu primeiro lance, o atacante grandalhão fez o travessão de Fernando Henrique tremer. Um chute forte, de fora da área, assustou o goleiro. A partida ficou mais franca, e o Santos voltou a crescer, principalmente em jogadas de Robinho e Ganso. A equipe tricolor passou a ter mais espaços para contra-atacar. Na melhor chance que teve, o golpe foi fatal. Aos 32, Alan recebeu passe preciso de Mariano em liberdade e bateu na saída de Rafael: 1 a 0.
Se a pressão santista era grande, triplicou. Dois minutos depois de sofrer o gol, o time quase empatou. Wesley aproveitou o rebote de uma cobrança de falta e bateu de primeira. Fernando Henrique caiu para fazer linda defesa. Insatisfeito, Dorival tirou Neymar e Wesley e colocou Zé Eduardo e Madson. O empate quase saiu aos 38. Em jogada rápida, Zé Eduardo recebeu livre na direita e bateu cruzado. Robinho ainda apareceu na segunda trave para tentar aproveitar, mas mandou para fora. Na base do tudo ou nada, o Peixe martelou, mas não o suficiente para empatar. Guerreiro, o Flu se mantém firme no G-4 e de olho na liderança.
domingo, 11 de julho de 2010
Título inédito e sofrido: Espanha vence Holanda na prorrogação
Iniesta marca o único gol da partida e põe a Fúria no seleto clube dos campeões mundiais, agora com oito integrantes
A história dessa nova campeã mundial não começou no Soccer City. No início tinha outro técnico, Luis Aragonés, e quase os mesmos jogadores. O time vencedor da Eurocopa de 2008 transformou a Espanha na seleção a ser batida. O treinador mudou, entrou Vicente del Bosque, e voltou a decepção: fracasso na Copa das Confederações, derrota na estreia do Mundial contra a Suíça. Mas o time que melhor toca a bola no planeta deu a volta por cima. E termina 2010 no topo.
Para a Holanda, que já chegara à final em 1974 e 1978, fica a decepção de acumular seu terceiro vice-campeonato em Copas do Mundo. E, desta vez, após vencer todos os jogos das eliminatórias e da trajetória na África do Sul.
A Fúria conseguiu ter mais posse de bola, do jeito que gosta, durante os primeiros 90 minutos: 57%. Mas não conseguiu marcar nos 12 chutes que teve, enquanto a Laranja tentou nove. Pela primeira vez desde 1994, quando o Brasil bateu a Itália nos pênaltis, a final terminou com 0 a 0 e foi para a prorrogação. Com o Soccer City lotado pela segunda vez no Mundial (84.490 torcedores, mesmo público da partida de abertura), Espanha e Holanda fizeram a final com o maior número de cartões amarelos da história: 13. Ainda teve um vermelho para Heitinga, na prorrogação.
Cinco cartões amarelos e poucas chances
valeu apenas o cartão amarelo (Foto: Reuters)
A Fúria chegou à partida com 81% de aproveitamento em passes certos. Mas no primeiro tempo teve 75%, errando toques bobos. A Laranja foi bem pior: 55% de acerto. A primeira boa jogada foi espanhola. Sempre perigoso nas cobranças de falta, Xavi cobrou uma na cabeça de Sergio Ramos, que, da marca do pênalti, obrigou Stekelenburg a fazer grande defesa, aos quatro minutos. Aos sete, a Holanda deu o primeiro chute a gol com Kuyt, de fora da área, nas mãos de Casillas.
Pela direita, a Fúria conseguia bons ataques e quase marcou um golaço aos dez: Iniesta achou Sergio Ramos, que entrou na área, pedalou para cima de Kuyt e bateu cruzado, mas Heitinga tirou perto da linha. Um minuto depois, em novo cruzamento da direita, David Villa pegou de primeira de canhota e acertou a rede por fora, fazendo alguns torcedores até comemorarem.
O time de Bert van Marwijk passou a gostar mais do jogo e a procurar o ataque na segunda metade do primeiro tempo. De pé em pé, a bola chegou a Mathijsen na área, aos 36, mas o zagueiro furou feio e desperdiçou boa oportunidade. Aos 45, mais uma boa troca de passes e Robben, do bico direito da área, arriscou e acertou o cantinho esquerdo de Casillas, que conseguiu salvar.
Oportunidades claras não tiram o zero do placar
As equipes voltaram para o segundo tempo sem substituições. Com dois minutos, a Espanha tentou sua famosa jogada de escanteio, que faz sucesso no Barcelona e valeu até a vitória na semifinal sobre a Alemanha: Xavi cruzou, Puyol subiu e encostou de leve na bola, mas Capdevila furou na pequena área.
A Laranja apostou nos contra-ataques e chegou duas vezes perto de Casillas. Mas Xavi chegou ainda mais perto do gol: em cobrança de falta aos nove, a bola passou rente ao travessão. Aos 15, Vicente del Bosque fez a primeira substituição da partida, mexendo no ataque: tirou Pedro e pôs Navas. Mas quem entrou de verdade no jogo foi Sneijder. Até então sumido, o camisa 10 criou a melhor chance até então: aos 18, o craque acertou um lançamento perfeito para Robben entre dois zagueiros espanhóis. O atacante do Bayern de Munique invadiu a área, cara a cara com Casillas, e chutou, mas a bola bateu no pé do goleiro e foi para escanteio.
Robben igualou o placar de oportunidades claras perdidas ao ficar novamente sozinho diante de Casillas, aos 38 minutos, depois de ganhar de Puyol na corrida. O goleiro saiu bem e evitou o drible, e o holandês reclamou de forma acintosa de falta do zagueiro, recebendo o nono cartão amarelo do jogo. Com os ataques em um mau dia, os 90 minutos terminaram com 0 a 0.
Iniesta marca e vira o herói
A prorrogação começou com o mesmo panorama da segunda etapa, com gols sendo desperdiçados. Fabregas, que substituíra Xabi Alonso, recebeu ótimo passe de Iniesta e chutou para defesa salvadora de Stekelenburg com o pé. No lance seguinte, foi a vez da Holanda: Casillas saiu mal do gol em cobrança de escanteio, e Mathijsen não aproveitou, cabeceando para fora.
camisa em homenagem a Dani Jarque (Foto: EFE)
Os treinadores fizeram suas últimas substituições na tentativas de tirar o zero do placar. Bert van Marwijk pôs Van der Vaart e Braafheid nos lugares de De Jong e Van Bronckhorst, e Vicente del Bosque trocou o artilheiro Villa por Torres. O holandês ganhou um motivo para se preocupar quando o zagueiro Heitinga recebeu o cartão vermelho após falta em Iniesta.
O gol, que teimava em não sair, veio aos dez minutos do segundo tempo da prorrogação. Começou com jogada valente de Jesus Navas, que correu em direção ao ataque, teve sequência com troca de passes, até Fabregas dar a assistência para Iniesta chutar cruzado. Na comemoração, exibiu camisa em homenagem a Dani Jarque, capitão do Espanyol que morreu no ano passado, aos 26 anos. Casillas já chorava em campo mesmo antes do apito final, consciente de que fazia parte da história do futebol espanhol.
Sneijder reconhece: 'Espanha tem a equipe mais forte do mundo'
Apesar da derrota, craque diz que Holanda sai da Copa de cabeça erguida
- A Espanha tem a equipe mais forte do mundo. Quando se perde uma final, a tristeza aparece. Mas é preciso reconhecer a superioridade do adversário - disse Sneijder.
Sneijder teve participação discreta na decisão. O jogador não conseguiu fugir da marcação e arriscou dois chutes de longe sem a menor necessidade. Ao fim do jogo, ele revelou que, apesar da tristeza, a Holanda deixa a África do Sul de cabeça erguida e agradecida pelo apoio dos torcedores.
- É duro perder uma final, mais ainda a de um Mundial. Agora não tenho vontade de pensar em nada, se não de voltar à Holanda para agradecer às pessoas que estiveram conosco desde o primeiro dia.
'Zebra', Forlán desbanca favoritos e é eleito o craque da Copa do Mundo
Camisa 10 uruguaio fatura a Bola de Ouro. Casillas é o melhor goleiro
Por GLOBOESPORTE.COM Direto de Joanesburgo, África do Sul
O camisa 10 uruguaio teve 23,4% dos votos dos jornalistas credenciados pela Fifa, superando Wesley Sneijder (21,8%) e David Villa (16,9%). Campeã mundial pela primeira vez, a Espanha ganhou o prêmio de "Fair Play", com 889 pontos no julgamento de "jogo limpo" da competição.
Capitão da Fúria e responsável por levantar a taça, Iker Casillas foi eleito o melhor goleiro da Copa. O alemão Thomas Müller ganhou dois prêmios: revelação e Chuteira de Ouro. O camisa 13 da Alemanha empatou com Forlán, Villa e Sneijder com cinco gols na artilharia, mas deu mais assistências (três), que é o primeiro critério de desempate da Fifa.
Para evitar polêmicas, a Fifa prorrogou neste ano a votação até o apito final da decisão do Mundial. Em 2002, por exemplo, Oliver Kahn ganhou o prêmio com os votos antes de falhar contra o Brasil. Dez jogadores concorriam à Bola de Ouro na África do Sul: Sneijder (Holanda), Robben (Holanda), Schweinsteiger (Alemanha), Forlán (Uruguai), Özil (Alemanha), Gyan (Gana), Messi (Argentina), Xavi (Espanha), Iniesta (Espanha) e Villa (Espanha).
sábado, 10 de julho de 2010
Em jogo de duas viradas, Alemanha bate Uruguai e fica em terceiro lugar
Na vitória por 3 a 2, Muslera falha duas vezes, Forlán acerta a trave no último minuto, e Klose vê do banco a manutenção do recorde de Ronaldo Fenômeno
Forlán bate falta no travessão, aos 47 do 2º tempo
Forlán bate falta no travessão, aos 47 do 2º tempo.
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-
Forlán bate falta no travessão, aos 47 do 2º tempo -
Gol da Alemanha! Friedrich desvia e Khedira completa para a rede, aos 38 do 2º tempo -
Boateng cruza para Kiessling que tenta a cabeçada, mas erra a bola, aos 34 do 2º tempo -
Impedido Kiessling chuta, Muslera faz boa defesa, mas já não valia nada, aos 35 do 2º -
Forlán recebe livre pela esquerda e Butt sai bem para fazer a defesa, aos 19 do 2º tempo -
Suárez arrisca de longe e Butt faz bela defesa, aos 16 do 2º tempo -
Pérez faz falta em Schweinsteiger e recebe cartão amarelo, aos 15 do 2º tempo -
Gol da Alemanha! Boateng cruza para Jansen empatar, aos 9 do 2º tempo -
Gol do Uruguai! Forlán pega de primeira e vira o placar, aos 6 do 2º tempo -
Suárez tem ótima oportunidade aos 3 do 2º tempo -
Tira-teima analisa gol da Alemanha -
Forlán bate escanteio fechado e quase faz olímpico, aos 45 do 1º tempo -
Schweinsteiger cobra falta, mas a bola desvia em Lugano e vai para escanteio, aos 43 do 1º -
Suárez recebe lançamento, entra na área e bate cruzado para fora, aos 41 do 1º tempo -
Chuva não dá trégua e continua caindo forte no estádio Nelson Mandela bay -
Gol do Uruguai! Cavani recebe livre na área e empara, aos 27 do 1º tempo -
Cavani recebe na área e tenta de calcanhar para Friedrich salvar, aos 25 do 1º tempo -
Suárez cruza e Forlán quase empata, aos 24 do 1º tempo -
Gol da Alemanha! Schweinsteiger chuta com o goleiro dá rebote e Müller guarda aos 18 do 1º -
Friedrich cabeceia no travessão, no rebote Muller tenta mas Godin afasta, aos 10 do 1º -
Forlán cobra falta com perigo, aos 7 do 1º tempo -
Fórlan cobra falta, Cacau coloca a mão na bola e recebe cartão amarelo, aos 6 do 1º tempo -
Aogo faz falta dura em Pérez e recebe cartão amarelo, aos 4 do 1º tempo -
Confira os hinos nacionais de Uruguai e Alemanha -
Confira os vestiários de Uruguai e Alemanha
O resultado no estádio Nelson Mandela Bay estica a fama do polvo Paul, que segue com aproveitamento de 100% nos palpites. Para a final deste domingo, às 15h30m, o molusco apostou na Espanha para bater a Holanda e se tornar a oitava campeã na história dos Mundiais.
campo e ficou sem o recorde (Foto: Getty Images)
Noite de sábado caindo, aquela chuvinha antes do jogo, disputa de terceiro lugar... apesar do cenário favorável para um jogo de compadres, a pinta de amistoso foi por terra logo aos cinco minutos, quando o alemão Aogo apresentou as travas da sua chuteira à canela de Perez. Cartão amarelo para abrir os trabalhos.
No lance seguinte, mais um, para o brasileiro Cacau, que desviou com a mão uma falta cobrada por Forlán. Apesar dos cartões, a Alemanha também sabe jogar bola. E ensaiou seu gol aos nove. Özil bateu escanteio, e Friedrich cabeceou no travessão de Muslera, que ainda salvou a Celeste na sobra, ao defender a conclusão de Müller.
Aí foi a vez de o Uruguai começar a construção do seu gol. Aos 24, Forlán pegou uma sobra na área de cabeça, mas Mertesacker esticou a perna para tirar. Na cobrança do escanteio, Cavani desviou, e Friedrich tirou na pequena área.
após passe preciso de Suárez (em pé) - (Foto: AFP)
(O camisa 9, que voltava de suspensão, foi vaiado do início ao fim do jogo, a cada vez que tocava na bola. Os sul-africanos não gostaram muito da defesa salvadora do atacante contra Gana. Para os donos das vuvuzelas, futebol deve ser jogado com os pés.)
Ok, fecha parêntese, porque foi justamente com o pé direito neste contra-ataque que ele rolou a bola açucarada para Cavani. Na saída de Butt, bastou um toque para balançar a rede: 1 a 1.
Com tudo igual em Porto Elizabeth, a chuva cuidou de esfriar o jogo. Só aos 41 o Uruguai teve outra chance, com Suárez sozinho na área chutando para fora. Estava de bom tamanho.
A festa celeste só durou seis minutos, porque aos 11 Muslera entregou de novo. O goleiro saiu catando borboleta no cruzamento de Boateng, e Jansen cabeceou para o gol vazio. Tudo igual outra vez, 2 a 2.
a cabeçada de Khedira (Foto: Getty Images)
Kiessling podia ter ampliado para 4 a 2, mas perdeu uma chance incrível, sozinho no meio da área, isolando a bola por cima do gol. Oscar Tabárez, então, tentou sua última cartada ao lançar Loco Abreu no lugar de Cavani. Não deu certo. Quem teve a chance de ouro - ou de bronze - para empatar no último minuto foi Forlán. O camisa 10 cobrou falta aos 48, mas a Jabulani explodiu no travessão e, com ela, foi-se a oportunidade de pendurar a medalha no peito.
Era a senha para o mexicano Benito Archundia levar o apito à boca e dar o jogo por encerrado. Apesar da campanha surpreendente, os uruguaios não esconderam a decepção. Alguns chegaram a se ajoelhar, frustrados. E viram passar, correndo, alemães eufóricos com o terceiro lugar.
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